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Ensino

 

“O próximo dia 2 de novembro será dia de greve de todos os professores, em Portugal e no EPE”. É assim que começa o comunicado do Sindicato dos Professores da Comunidade Lusíadas (SPCL) referindo-se ao Ensino Português no estrangeiro (EPE).

“Esta greve é plenamente justificada pela degradação sucessiva das nossas condições salariais e de trabalho que a tutela se obstina em ignorar. Reuniões com os sindicatos para verdadeira negociação poucas existem, e no respeitante ao EPE são totalmente inexistentes, porque aos responsáveis do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, não interessa modificar seja o que for no sistema, apesar da precariedade reinante, da constante diminuição do número de alunos e dos problemas salariais que se agravam dia a dia devidoà inflação e à desvalorização do euro”.

O texto é assinado por Maria Teresa Nóbrega Duarte Soares, a Secretária-Geral do SPCL, que faz referência aos diferendos com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP). “Desde o passado dia 1 de junho, em que teve lugar uma reunião de simples apresentação com o novo SECP, Paulo Cafôfo, que não voltou a haver diálogo, apesar de repetidos pedidos de nossa parte. E tudo continua como se no EPE não houvesse problemas, porque é isso que a tutela deseja, dar uma imagem de ótimas condições e ótimo funcionamento num sistema que está totalmente degradado e cada vez mais fragilizado”.

Para o Sindicato “esta greve é essencial, especialmente para os professores do EPE, pois somos cada vez menos visíveis, pouco mais de 300 a nível mundial”. Mas na verdade, na próxima semana ainda estão a decorrer as férias escolares em França.

“Não se deixem intimidar por pensamentos negativos, medo de reações desagradáveis por parte de Coordenações, etc, porque é exatamente isso que a tutela quer, que continuemos invisíveis e silenciosos em cada vez piores condições” diz mesmo assim a Secretária Geral do SPCL, prometendo redigir um texto a ser enviado aos Embaixadores de todos os países do EPE “juntamente com o pré-aviso de greve”.

 

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