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A cineasta portuguesa Regina Pessoa recebeu o Prémio do Júri do Festival de Cinema de Animação de Annecy, em França, pela curta-metragem “Tio Tomás – A Contabilidade dos Dias”, indica o palmarés do certame.

O filme foi também distinguido com o Prémio para Melhor Música Original, da autoria do compositor canadiano Normand Roger.

Com produção francesa, portuguesa e canadiana, a curta-metragem é uma homenagem ao tio da realizadora, que “foi uma inspiração artística e desempenhou um papel fundamental no seu desenvolvimento enquanto cineasta”, lê-se na página oficial do festival.

O principal prémio do festival foi para a longa-metragem “J’ai perdu mon corps”, de Jérémy Clapin, que também recebeu o Prémio do Público, depois de já ter sido distinguida na Semana da Crítica do Festival de Cannes.

O Prémio do Júri para longas-metragens foi atribuído a “Buñuel après l’âge d’or”, de Salvador Simo. Nas curtas-metragens, além do Prémio do Júri atribuído a Regina Pessoa, foi distinguida a produção “Mémorable”, de Bruno Collet, que também recebeu o Prémio do Público.

A cineasta Regina Pessoa, que participa regularmente no Festival de Cinema e Animação de Annecy, foi distinguida em 2006, no mesmo festival, com o prémio máximo, Cristal de Annecy, pelo filme “História Trágica com Final Feliz”.

A realizadora de cinema de animação pertence, desde 2018, à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, por convite da organização.

Regina Pessoa, que começou a trabalhar como animadora nos filmes do cineasta português Abi Feijó, é ainda autora das curtas-metragens “Ciclo Vicioso”, de 1996, “Estrelas de Natal”, de 1998, “A Noite”, de 1999, e “Odisseia nas Imagens”, de 2001.

Nascida em Coimbra, conquistou também prémios em França, Espanha, Alemanha, Itália, República Checa, Coreia do Sul, Austrália, Brasil, Japão, China, Estónia, Canadá e Estados Unidos.

Na edição deste ano do Festival de Annecy – o principal festival de cinema de animação – foi estreada a série televisiva “Crias”, que reúne 26 realizadores de Portugal e França.

A série, que está em fase de finalização, é uma ideia original da realizadora portuguesa Joana Peralta, do coletivo Videolotion, e foi feita em coprodução com a Praça Filmes, de José Miguel Ribeiro, e com a produtora francesa JPL Films, de Jean-Pierre Lemouland.

Mais do que uma série televisiva, o projeto, que obteve financiamento dos dois países, “é uma coleção de curtas-metragens como uma janela do que é a produção nacional e francesa. É uma montra da riqueza da animação. Há ‘stop motion’, há desenho, 3D, pintura sobre tela, sobre areia”, sublinhou José Miguel Ribeiro à Lusa, antes da abertura do festival.

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