Relatório sobre Ucranianos deslocados à força para a Federação russa atribuído ao Deputado Paulo Pisco

Comunidade

 

O Deputado socialista Paulo Pisco, membro da Comissão das Migrações, Refugiados e Pessoas Deslocadas da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, será o autor do relatório sobre “A situação dos Ucranianos deslocados à força para a Federação Russa ou para territórios sob controlo de forças russas ou pró-russas”, numa decisão tomada por unanimidade na reunião hoje realizada em Paris.

“De acordo com informações tanto de autoridades ucranianas como da Federação Russa, haverá mais de um milhão de cidadãos ucranianos nesta situação de deslocação forçada, sendo que um terço são menores. Muitos destes cidadãos foram deportados, enganados quanto ao seu destino, em alguns casos torturados e despojados dos seus documentos, acabando por se encontrar em território da Federação Russa ou na Ucrânia controlado por forças pró-russas, mas sem que haja muitas informações sobre a sua situação” diz o Deputado numa nota enviada ao LusoJornal. “A situação das crianças deportadas merece uma atenção especial, devido à sua vulnerabilidade, havendo a informação que milhares terão sido raptadas e levadas para a Rússia. São relativamente poucas as que conseguem regressar à Ucrânia. Algumas fontes referem que as autoridades russas pretendem apagar toda a informação sobre a sua identidade e contexto familiar”.

Paulo Pisco é Deputado eleito pelo círculo eleitoral da Europa e, enquanto Deputado português participa na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, onde participa na Comissão das Migrações, Refugiados e Pessoas Deslocadas.

“As autoridades ucranianas falam no processo de russificação, em que muitos jovens são separados dos seus pais e enviados para programas de adoção forçada. Algumas fontes referem que muitas destas pessoas deportadas estão a ser sujeitas a um processo de despojamento da sua identidade para que seja criada uma nova. Estas práticas constituem uma violação de várias convenções internacionais e classificadas como crimes de guerra” refere o Deputado português.

Para Paulo Pisco, é “absolutamente fundamental” que esta situação faça parte das preocupações e do debate público da comunidade internacional, através da denúncia permanente e do esforço para obter mais informações sobre todos os cidadãos que passaram por esse processo, designadamente onde estão e em que situação se encontram e com que objetivos foram deslocadas à força.

O relatório será elaborado nos próximos meses, com recolha de dados e audições.

 

Donativos LusoJornal