Rodrigo Leão dá concerto único em Paris

Rodrigo Leão estará em Paris na sexta-feira, dia 13 de abril, pelas 20h30, para um concerto único na capital francesa, no auditório de La Seine Musicale, um complexo cultural inaugurado em 2017 situado em Boulogne-Bilancourt (92).

Em 2018, Rodrigo Leão comemora os seus 25 anos de carreira, e vai apresentar um espetáculo com uma grande produção em palco, acompanhado por uma formação de dez músicos e das cantoras Ana Vieira e Selma Uamusse. A produção do espetáculo garante que ele está concebido do ponto de vista técnico para garantir a sua qualidade de amplificação quer seja numa sala pequena como num grande espaço, para que se possa ouvir em cada recanto todos os pormenores da instrumentação.

O cofundador do grupo, internacionalmente reconhecido, Madredeus, e dos Sétima Legião, vem apresentar o seu mais recente disco «O Aniversário».

Este álbum consiste numa retrospetiva dos melhores momentos do músico e compositor português, que excela tanto na música clássica como na eletrónica e no fado passando pelas bandas sonoras de filmes tais como os realizados por Wim Wenders ou Lee Daniels.

O álbum duplo comporta 30 títulos que vão desde o single Ave Mundi do seu primeiro álbum de 1993, Ave Mundi Luminar, até aos mais recentes títulos de 2016 extraídos do álbum «Life is Long» que produziu em colaboração com o conhecido cantor australiano Scott Mathew.

Apesar do epíteto de erudita que atribuem à sua obra, Rodrigo Leão confessou recentemente à Renascença que é um autodidata e que não sabe escrever música explicando que «através do computador, imprimo as ideias que tenho para os instrumentos com que quero fazer música, mas, se calhar, se soubesse música seria mais rápido, mas talvez não fizesse esta música simples que acho que faz parte do meu universo».

O seu processo criativo impõe um momento de isolamento que segundo o artista pode «demorar seis meses, um ano ou dois anos» mas quando começa a ter material suficiente, inicia a gravação das ideias em estúdio e começa a «discutir as colaborações» com amigos e produtores, «cúmplices» com quem já tem o hábito de criar diversas sonoridades.

O compositor justifica o ecletismo do seu estilo pelo facto de ter «muitas influências que vão da música clássica, à música pop, à música popular brasileira, francesa, à própria música portuguesa» o que lhe permite «poder trabalhar com músicos de áreas muito diferentes como o Daniel Melingo, cantor argentino ligado ao tango, ou Adriana Calcanhotto, Rosa Passos, Beth Gibbons», artistas de áreas muito diferentes que diz «acrescentaram muito».

Em relação à melancolia que dá cor a grande parte do seu trabalho, Rodrigo Leão admite essa peculiaridade dizendo que «é evidente que há uma melancolia que não transmite necessariamente tristeza. É uma melancolia que acho muito portuguesa, presente na poesia ou na comida».

 

Rodrigo Leão

Sexta-feira, 13 de abril, 20h30

Auditorium – La Seine Musical

 

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