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O Prémio do Público para longa-metragem do festival de cinema Ciné Friendly, que terminou ontem em Rouen, foi para o filme português «Al Berto», de Vicente Alves do Ó.

«Al Berto», que se estreou em outubro do ano passado nos cinemas portugueses, é uma biografia ficcionada de uma das fases da vida do poeta Al Berto, na década de 1970, depois da Revolução dos Cravos, quando regressou a Sines após o exílio em Bruxelas.

A 4ª edição do Ciné Friendly, organizado pela associação Gay’T Normande, que «milita pela igualdade de todos», decorreu no fim de semana.

«Foi um momento em que a vida do Al Berto mudou. (…) Eu mostro como é que ele vai da esperança da sua geração para a desilusão e, no fim do filme, ele entra no lado lunar que as pessoas conhecem. Ele tornou-se isto, mas eu vou mostrar o que é que aconteceu antes», explicou Vicente Alves do Ó em entrevista à Lusa, por ocasião da estreia do filme em Portugal.

Vicente Alves do Ó registou um tempo de liberdade, mas também de preconceito perante um estilo de vida – quando Al Berto e um grupo de amigos ocupam um palacete – e perante a homossexualidade do autor.

Para o realizador, o filme olha para o passado, mas faz a ponte com o presente: «Continuamos a ser uma sociedade onde existe muita hipocrisia. Estamos mais politicamente corretos, mas não quer dizer que, atrás disso tudo, não continue a haver muito preconceito e racismo e julgamento social».

O filme é protagonizado pelo ator Ricardo Teixeira, que faz a estreia no cinema aos 25 anos. Do elenco fazem ainda parte, entre outros, José Pimentão, Raquel Rocha Vieira, Joana Almeida, Ana Vilela da Costa e Gabriela Barros.

 

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