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A oitava edição do Salão do Imobiliário e Turismo Português em Paris que abriu esta manhã, conta com 120 expositores e aposta na partilha de testemunhos de franceses que já vivem em Portugal para atrair novos visitantes e residentes para o país. Na cerimónia de abertura estava a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira e os dois Deputados eleitos pelo círculo eleitoral da Europa, Carlos Gonçalves e Paulo Pisco, o Cônsul Geral de Portugal em Paris António de Albuquerque Moniz, entre muitas outras personalidades.

O evento, a decorrer entre hoje e domingo no centro de exposições da Porte de Versailles, em Paris, junta desde imobiliárias, promotores imobiliários, empresas de serviços, banca, consultoria, apoio ao investimento ou à constituição de empresas, mas traz também experiências pessoais.

“Este ano apostamos muito na partilha das experiências das pessoas que já vivem em Portugal, que podem melhor elucidar aqueles que também têm esse projeto e que têm vontade, mas ainda não deram o passo”, disse o Diretor desta iniciativa, Ricardo Simões.

Assim, vários franceses que já vivem em Lisboa vão contar as suas histórias, mas também há espaço para sessões mais informativas como o “Como constituir uma empresa em Portugal?”, aprender a falar o essencial de português em meia hora e uma conferência sobre a arte portuguesa.

Anteriormente organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, o Salão do Imobiliário Português em Paris nasceu em 2012 e foi adquirido, recentemente, pela empresa InvestPortugal, liderada por Marc Laufer, empresário francês que detém participações em alguns dos maiores grupos de meios comunicação francófonos.

Marc Laufer mudou-se há três anos para Lisboa e começou por visitar este salão como potencial cliente. “Eu fui há três anos porque queria sair de Paris e achei o salão interessante. Soube, por acaso, que a Câmara do Comércio estava à procura de um parceiro para este evento e interessei-me”, explicou Laufer em declarações à Lusa.

Em Portugal, o francês diz ter encontrado “um sítio simpático para viver, onde não há problemas de segurança e as pessoas são tolerantes”. Marc Laufer nega que a sua mudança para Lisboa tenha tido motivações fiscais e garante que teve a ver com uma mudança de estilo de vida, estando prestes a lançar-se no negócio da restauração e pretendendo também investir na hotelaria em Portugal.

Este ano, cerca de 30% dos expositores são franceses e associa-se à iniciativa a Nexity, um dos principais promotores imobiliários em França, com mais de 2,5 mil milhões de euros de volume de negócios.

Também as Câmaras municipais de Lisboa, Famalicão, Olhão, Seixal, Nazaré, Vila de Rei, Pinhel marcam presença no salão, assim como as Comunidades Intermunicipais de Leiria e do Tâmega e Sousa.

A iniciativa espera receber cerca de 17 mil visitantes durante os três dias e o investimento neste evento é de meio milhão de euros.

 

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