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O Embaixador de Portugal na UNESCO, em Paris, disse que a inscrição do Palácio de Mafra e do Bom Jesus de Braga foi uma “grande emoção” que significa também “uma responsabilidade acrescida” de Portugal em relação ao seu património cultural.

“A reunião correu muito bem, foram levantadas questões justificadas, mas houve um apoio praticamente consensual à inscrição destes dois bens. Há uma grande emoção da nossa parte, em estarmos aqui quase do outro lado do mundo, numa reunião deste Comité e podermos inscrever dois bens com significado histórico e cultural”, disse o Embaixador de Portugal na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), António Sampaio da Nóvoa, em declarações à Lusa.

O complexo do Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra e o Santuário do Bom Jesus, em Braga, receberam este domingo a classificação de Património Cultural Mundial da UNESCO, na reunião do Comité da organização, a decorrer em Baku, no Azerbaijão.

Portugal foi o único país a inscrever dois monumentos nesta lista, algo que traz uma responsabilidade acrescida ao país, segundo o Embaixador português. “É uma responsabilidade acrescida de Portugal em relação ao património cultural. Mais importante do que inscrever os bens, é termos capacidade de os preservar, proteger, conseguir que esta dimensão patrimonial esteja ligada à nossa vida. Compreender que o património não é passado, é o presente e é o futuro. Não é uma coisa histórica, é a nossa realidade e se não soubermos preservar o nosso património, não temos futuro”, indicou o antigo Reitor da Universidade de Lisboa.

Ao lado de Sampaio da Nóvoa durante esta votação, estiveram várias figuras que se têm batido pela inscrição deste dois sítios como o Presidente da Câmara Municipal de Mafra ou o Presidente da Confraria do Bom Jesus, algo que intensificou o momento vivido nessa manhã de domingo no Azerbaijão.

“A emoção é muito forte porque estiveram aqui as pessoas do Bom Jesus, as pessoas de Mafra, incluindo o Presidente da Câmara. Os nossos bens foram praticamente os últimos a ser discutidos e estamos aqui há dois dias a assistir a deliberações, em que vai aumentando a emoção, uma certa expectativa, a ansiedade, vamos fazendo contactos e explicando as coisas. O momento final em que o Presidente bate o martelo, há uma emoção que percorre o corpo”, descreveu o Embaixador.

Sampaio da Nóvoa quis ainda enaltecer o papel do Brasil e de Espanha, assim como de outros membros do Comité do Património da UNESCO, que foram essenciais para a aprovação destes dois monumentos.

Portugal conta agora com 17 locais classificados em território nacional, havendo ainda 11 que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo. O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, em Lisboa, num conjunto de proximidade, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar, foram os primeiros classificados, em 1983.

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