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Cercada pelas vinhas que deram o nome ao rótulo, a cidade de Gaillac, com cerca de 16.000 habitantes, não vive só de uvas. A arte e a cultura também fazem parte das inúmeras manifestações organizadas pela municipalidade da Occitanie, entre elas o 14ème Festival du Cinéma Européen, que decorreu este ano do dia 19 ao dia 22 de outubro.

O filme «S. Jorge» realizado por Marco Martins, cuja estreia ocorreu no Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2016, foi cartaz no sábado dia 21 de outubro, e permitiu ao público local de ter um retrato dos tempos da troïka em Portugal, que trouxe o desemprego, as más condições sociais e a emigração.

«J’ai souvent été à Lisboa e au Portugal ces dernières années, entre fiction et réalité, dans une certaine mesure, ce film m’a permis de comprendre les difficultés rencontrées par les Portugais pendant la période où la Commission européenne, la Banque centrale et le FMI ont harcelé le pays», disse Anne-Marie, espetadora da fita à saída da projeção.

O ator Nuno Lopes, ganhou o prémio de Melhor Ator no festival de Veneza, e a presença de não atores, a improvisação das conversas, deram ao filme um ponto de vista social, fazendo lembrar os filmes neo-realistas italianos.

Um dos objetivos do realizador e do protagonista, era de captar mais público para o cinema nacional, diminuir a distância entre o público português e o cinema português.

Em Gaillac, é possível que a distância entre a visão da emigração e a da cultura portuguesa, fosse encurtada, relativamente aos espetadores franceses presentes na sala, no que diz respeito à numerosa Comunidade de lusodescendentes e portugueses, muitos dos quais recém-chegados à região, a dissociação entre a diáspora e a cultura do país de origem, foi um filme interpretado por atores ausentes.

 

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