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Secretária de Estado Berta Nunes reuniu com movimento associativo português em França

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Comunidade

 

A Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas esteve esta manhã no Consulado Geral de Portugal em Paris para um encontro com associações portuguesas, acompanhada pelo Embaixador Luís Ferraz, Diretor Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portugueses, e organizado pelo Cônsul Geral de Portugal em Paris, Carlos Oliveira.

“Estamos a sair de um período de Covid, em que as associações estiveram muitas vezes sem funcionar e com dificuldades e queremos ouvi-las” disse a Secretária de Estado ao LusoJornal. “Quisemos ouvir as associações, perceber como estão a conseguir recuperar desta fase e também conhecê-las melhor, o que estão a fazer, quais são os seus projetos”.

Uma a uma, foi dada a possibilidade a cada associação presente na reunião de falar das suas atividades, desde a Coordenação das Coletividades Portuguesas de França (CCPF) até às associações portuguesas de Puteaux, de Fontenay-sous-Bois, de Aulnay-sous-Bois e Viroflay, passando por associações de índole desportivo, como o Sporting Club de Paris, ou de solidariedade, como os Amigos do Plateau de Champigny e a Santa Casa da Misericórdia de Paris.

Como foi publicada esta semana a lista dos subsídios atribuídos ao movimento associativo, este foi um dos assuntos abordados na reunião. “A lista provisória do apoio ao movimento associativo trouxe boas notícias porque, na verdade, em França nós tivemos mais associações apoiadas e mais de 200.000 euros de apoio. Foi um bom ano” comentou Berta Nunes ao LusoJornal. Mas compreendeu que “este apoio que o Governo português dá ao movimento associativo, é apenas uma parte do apoio que o movimento associativo tem em França, já que muitos têm apoio das Câmaras municipais”.

Berta Nunes pensa que “de uma forma geral, as associações que concorreram saíram satisfeitas do concurso”. No salão Eça de Queirós estavam algumas das associações contempladas com financiamento da DGACCP, como por exemplo a Cívica, associação dos autarcas franceses de origem portuguesa, a Cap Magellan, a associação dos graduados portugueses AGRAFr, a rádio Arc en Ciel de Orléans, a associação Guitar’Essonne ou a Companhia de teatro Cá & Lá. Também lá estava a associação mais apoiada em França, a APCS de Pontault-Combault.

Mas estavam também associações que não constam da lista dos apoios da DGACCP, como por exemplo a associação France-Timor, o Coletivo de associações Cap Ouest de Nantes, a Casa de Portugal de Plaisir, a associação Memória das Migrações ou a ADEPBA.

“Esta reunião mostra que o movimento associativo está vivo e tem associações muito diversas, com atividades muito diversas, umas mais tradicionais, outras mais jovens, associações mais diferenciadas, nomeadamente dos jovens pós-graduados, associações dirigidas para jovens, associações mais antigas, que continuam o seu trabalho da promoção da cultura e da língua… tudo isso mostra a diversidade do movimento associativo em França. É muito importante ouvir, conhecer melhor, para podermos continuar a apoiar” afirmou a Secretária de Estado em entrevista ao LusoJornal.

Berta Nunes espera continuar a aumentar o apoio ao movimento associativo português no estrangeiro, mas diz que quer aperfeiçoar a Lei. “Nós recebemos muitos contributos do movimento associativo e dos Consulados sobre a necessidade de mudar os prazos, porque este concurso termina em março, com uma lista provisória que já foi publicada, mas depois termina só no verão e as associações acabam por receber o dinheiro lá para agosto ou setembro” explica a Secretária de Estado. “Para associações que tenham atividades no primeiro semestre é uma dificuldade. Ora, nós queremos que os prazos sejam ajustados, de forma que para o ano seguinte, em dezembro, já teremos todo o concurso terminado. Isto é muito importante”.

Mas acrescenta que “há muitos pormenores” que têm de ser resolvidos, como por exemplo “uma tentativa de simplificação, um aumento da formação, um aumento da responsabilidade dos Consulados, que vão ter um papel mais importante na avaliação das candidaturas. Este projeto de Decreto-lei, esperamos levar a uma reunião do próximo Governo e depois estará em discussão pública e será enviado para o Conselho das comunidades para dar parecer”.

Manuel Ferreira, da Associação Cap Ouest de Nantes disse ao LusoJornal que o processo é muito complicado e por isso, confessa que “baixámos os braços”. Paulo Marques, Conselheiro das Comunidades Portuguesas explicou ao LusoJornal que “o CCP já fez propostas para que haja uma forma mais simplificada para subsídios mais pequenos, tal como acontece em França”.

Luís Ferraz, foi Cônsul-Geral de Portugal em Paris e confessou que “é com grande emoção que aqui regresso. Este foi certamente um dos postos por onde passei que mais me realizou” disse na sua intervenção inicial. Agora Embaixador, é o atual Diretor Geral da Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP).

O Cônsul Geral de Portugal em Paris também considerou este encontro de “muito importante”. Há dois anos em funções em Paris, Carlos Oliveira esteve “cortado” do contacto com as associações por causa da pandemia de Covid. “Este encontro representa, de certa maneira, um relançar do movimento associativo e do contacto do movimento associativo com o Consulado e vice-versa. Teve essa enorme utilidade” disse ao LusoJornal. “Eu conheço a maioria das pessoas que aqui estavam hoje, julgo que são bem representativas do movimento associativo na região parisiense, mesmo de tínhamos também algumas pessoas de fora de Paris”.

 

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