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A “Associação Saudade à la Clef – Ateliers franco-portugais” em Soyaux-en-Charente é uma associação atípica no movimento associativo português em França.

Numa entrevista ao LusoJornal, a Presidente Fernanda Geraldes Garcia explica que a principal atividade da associação está relacionada com a aprendizagem da língua portuguesa.

Os “Cafés Blabla” são uma forma de praticar a oralidade da língua e melhorar a forma de falar português, mas a associação tem também aulas de culinária – para adultos e para crianças – aulas de bordados tradicionais, tem um grupo de genealogia e tem divulgado cinema português, com debates.

O Covid-19 fez com que a maior parte destas atividades tivessem passado para modo digital, mas Fernanda Geraldes Garcia gostava que tudo voltasse rapidamente à normalidade.

 

Qual o impacto do confinamento para as aulas de português da associação?

Durante este período complicado para todos, a sala das nossas aulas de português não esteve acessível, visto fazer parte do complexo das associações gerido pela Mairie e fechou durante este período. Aliás ainda se mantém fechado atualmente. As nossas aulas fazem-se pelos meios possíveis, email e videoconferência. As habituais aulas de cozinha também se fizeram pela mesma via, assim como o nosso “Café Blabla” para ajudar a falar melhor… Tínhamos um projeto de ir a Lisboa durante o mês de maio para conhecermos um pouco da nossa história, diretamente, através dos monumentos, em relação com as nossas aulas, mas foi tudo anulado, infelizmente. Resumindo, muita coisa foi anulada devido ao Covid-19.

 

Este confinamento trouxe problemas financeiros para a associação?

Sim, o pagamento das cotas dos nossos sócios foi adiado para mais tarde, a participação financeira dos nossos ateliers também. A nossa perda financeira no mês de março eleva-se a cerca de 450 euros.

 

E solicitaram apoios?

Por enquanto não solicitámos ajuda a ninguém, mas a Mairie de Soyaux manteve-se sempre em contacto para saber novidades da nossa associação.

 

Quando espera que a associação volte às atividades?

Desejamos recomeçar o mais breve possível, mas visto o contexto atual, vai ser difícil de sabermos uma data exata, mas uma das nossas atividades que necessitamos começar em primeiro serão as aulas de língua portuguesa.

 

Acha que o público vai continuar a frequentar as associações?

Penso que sim, acho que as pessoas vão voltar porque vão sentir essa falta.

 

Recentemente a associação organizou um jantar. Acha que vão poder continuar a servir refeições?

Servir refeições não é o objetivo principal da nossa associação, mas já organizámos efetivamente um jantar dançante Latino, com a associação espanhola e sul americana e servimos o jantar completo. Esperamos repetir a experiência no próximo ano, devido ao sucesso deste evento.

 

Depois da pandemia, o que pode mudar no movimento associativo português?

Acho que depois da pandemia, certas associações vão ficar afetadas e com o risco até de fecharem. A nossa maneira de viver nunca mais vai ser a mesma daqui para a frente. Atualmente já temos regras rigorosas para respeitar e possivelmente nos imponham outras medidas necessárias. Onde se vai sentir mais é nas atividades onde há mais necessidade de higiene e o maior impacto será nesse setor.

 

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