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A temporada 2018/2019 da Liga francesa de andebol já acabou. Uma jogadora esteve em destaque nas francesas do St Amand-les-eaux Porte-du-Hainaut: Caroline Martins.

A guarda-redes luso-brasileira, de 27 anos, chegou durante o mês de fevereiro de 2019 à equipa francesa, proveniente da equipa norueguesa do Molde. Formada no Brasil, Caroline Martins já tinha tido experiências na Roménia e na Noruega antes de chegar ao Campeonato francês para cerca de seis meses.

No clube francês havia uma portuguesa – a guarda-redes Daniela Pereira – e duas brasileiras – Carolline Dias Minto e Jéssica Dias. No fim da temporada St Amand-les-eaux Porte-du-Hainaut acabou por descer para a segunda divisão.

O LusoJornal teve a oportunidade de falar com a atleta Caroline Martins sobre a experiência em França, as suas ambições para a próxima época e também a nível das Seleções, onde pode representar o Brasil e… Portugal!

 

Com que sentimento termina esta época?

Acho que é um sentimento amargo esta descida de divisão. É pena porque eu acho que a nossa equipa tem jogadoras muito boas. Tínhamos uma equipa boa, mas o andebol é assim, quem faz melhores resultados dentro das quatro linhas, alcança uma melhor classificação. Espero que na próxima época o St Amand-les-eaux Porte-du-Hainaut consiga subir novamente à primeira divisão.

 

A Caroline Martins chegou num momento complicado ao clube…

Cheguei num momento difícil. No entanto acho que tivemos uma nova oportunidade na fase de play-downs [ndr: fase para definir a equipa que vai descer] para ficar na primeira divisão, mas não soubemos aproveitar essa oportunidade.

 

Vai ficar no St Amand-les-Eaux Porte-du-Hainaut?

Não fico. Infelizmente vou sair do clube. Ainda não sei onde vou jogar.

 

O que a motivou a aceitar este desafio em França?

Eu sempre tive vontade de jogar no Campeonato francês. Quando apareceu a oportunidade, eu quis agarrá-la. Eu gosto de desafios e de novidades. Eu vim aqui jogar e tentar ajudar a equipa. Não pensei duas vezes antes de aceitar esta proposta.

 

Qual é o nível desta Liga francesa?

É um nível muito forte, uma Liga muito forte. Fiquei feliz por ter tido esta experiência aqui em França. É uma Liga muito diferente daquelas pelas quais passei como o Campeonato norueguês. Na Noruega o andebol é mais baseado no físico, enquanto em França é um andebol de um contra um. São Ligas diferentes e fiquei muito feliz por ter esta experiência.

 

Qual é o sonho da Caroline neste momento?

Eu sou ambiciosa e gosto de sonhar bem alto. Eu gostaria de representar um clube que esteja nas competições europeias, nas competições EHF.

 

Ficar em França seria uma solução?

Poderia, mas não sei. Acho que todos os clubes já têm guarda-redes na primeira divisão, ainda por cima sou estrangeira, e um clube francês não pode ter mais de cinco estrangeiras, então veremos, mas acho complicado ficar em França.

 

Como lhe chegou a paixão do andebol?

Eu gostava muito de voleibol porque sou alta. Mas na minha escola o meu professor era treinador de um clube de andebol. A minha irmã começou a fazer a sua formação no andebol, e eu também quis fazer como a minha irmã. Mas entretanto a minha irmã desistiu e eu continuei. A oportunidade que tive na escola abriu-me as portas para entrar num clube. Depois fui evoluindo, mudei de clube, e por fim decidi há cerca de três anos tentar a aventura na Europa. Quis vir para a Europa onde o andebol feminino é melhor. Cheguei à Roménia, depois à Noruega e agora passei pela França.

 

Pensa em representar a Seleção brasileira?

Eu já representei a Seleção brasileira nas camadas jovens mas nunca fui chamada para a Seleção sénior. Sei que é difícil.

 

Mas a Caroline é Brasileira e Portuguesa?

Sim tenho origens portuguesas que vêm dos meus avós paternos. Eles são portugueses, mas o meu pai nasceu no Brasil. O meu pai teve a nacionalidade portuguesa e eu também.

 

Então pode também representar a Seleção portuguesa?

Eu já pensei em representar a Seleção portuguesa. Seria muito bom representar Portugal. Eu amo Portugal. É também o meu país e já tive a oportunidade de descobri-lo. Descobri as minhas raízes portuguesas, foi muito bom. Estou disponível para representar a Seleção portuguesa.

 

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