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A Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa (CCIFP) e a Start-Up Lisboa assinaram esta tarde um Protocolo de cooperação. O Protocolo foi assinado por Miguel Fontes, Diretor Geral da Start-Up Lisboa e por Carlos Vinhas Pereira, Presidente da CCIFP, durante o Salão do imobiliário e do turismo português.

Start Up Lisboa é uma incubadora que apoio a empreendedores, fundadores de start-up’s, «empresas com um modelo de negócio muito específico, ancoradas na tecnologia e com uma ambição de escalabilidade muito grande e portanto de replicabilidade dos seus modelos de negócio num espaço de tempo muito curto» explicou ao LusoJornal Miguel Fontes.

Trata-se de uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 2012 pela Câmara Municipal de Lisboa – através do orçamento participativo – pelo Montepio Geral e pelo IAPMEI, o Instituto de apoio às pequenas e médias empresas.

«Existe há 6 anos, na baixa de Lisboa, neste momento temos 100 empresas incubadas, 60% delas numa incubação virtual e 40% em incubação física nas nossas instalações, e ao longo destes 6 anos já apoiámos mais de 350 empresas, que no seu conjunto já levantaram um volume bastante significativo de capital de risco – mais de 100 milhões de euros – e criaram milhares de postos de trabalho diretos» explicou Miguel Fontes. «A nossa função é ajudar aqueles que têm uma ideia, uma solução a propôr ao mercado, nomeadamente tudo o que tenha a ver com a tecnologia mas também com turismo e com comércio, ajudá-los a crescer com esse modelo de negócio e que tenham sucesso».

A Start-Up Lisboa dispõe de uma rede de mais de 100 mentores, «que estão disponíveis, de forma gratuita, para por os empreendedores em contacto com alguma pessoa importante para o projeto, quer com uma expertise mais técnica, pessoas que por alguma razão estão bem posicionadas para ajudar os empreendedores».

Mas também tem uma rede muito grande de parceiros estratégicos que são empresas, como sociedades de advogados, empresas como a Google, a Microsoft, «que nos permitem dar condições de acesso aos empreendedores em condições muito vantajosas aos serviços que prestam». A Start-Up Lisboa também cria condições para que os empreendedores se ajudem uns aos outros, para crescerem uns com os outros. «Trabalhamos também a parte da comunicação, a notoriedade, ajudamos a tornarem-se conhecidos junto de quem conta, nomeadamente dos investidores, de outros empresários, das empresas grandes, e por último fazemos a função fundamental de uma incubadora que é por em contacto as start-up’s com o mundo do investimento» diz Miguel Fontes. «Estes são projetos que não se financiam da mesma forma que os projetos tradicionais. Não vão à banca e não vão fazer um empréstimo bancário. São empresas que necessitam de capital de risco e toda a lógica do investimento é completamente diferente do financiamento tradicional».

O Protocolo agora assinado com a Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa (CCIFP) justifica-se porque «nas nossas atividades, a CCIFP organiza sessões de formação sobre o empreendorismo em Portugal. Há vários meses que as nossas sessões estão cheias, essencialmente no dominio do turismo, mas também no apoio às pessoas» explica Marie Reis de Bragelongne, a Diretora Executiva da CCIFP.

«Sabendo que existem muitas empresas francesas, start-up’s que olham para Portugal e em particular para Lisboa, como um ecosistema maduro onde querem ter a sua empresa ou parte da sua empresa, e que por outro lado, sabendo que há start-up’s portuguesas que sabem que o mercado francês é um mercado óbvio e de espansão, nós, enquanto estruturas que estamos próximas do terreno de uns e dos outros, acordamos em pôr os nossos serviços em partilha» acrescenta Miguel Fontes.

Para Marie Reis de Bragelongne, «Start-Up Lisboa é uma estrutura especializada não apenas na área das tecnologias, mas também no acompanhamento de criadores de projetos na área do turismo e da gastronomia, podemos, aquando das nossas formações, orientar esses criadores de projetos para a Start-Up Lisboa. Em contrapartida, Start-Up Lisboa também tem pedidos de estruturas acompanhadas por eles, que querem internacionalizarem-se e nós somos os correspondentes deles para poder acompanhar aqui estes projetos».

«Pode ser um apoio tão pontual como, em vez de estarem com o portátil a trabalhar num café, poderem estar no escritório da Câmara de comércio durante dois dias, usar uma sala de reuniões, pode ser pôr em contacto com outras empresas ou contactos empresariais e isso é válido nos dois sentidos» garante Miguel Fontes. «É um Protocolo muito simples, mas muito concreto e acreditamos que pode gerar valor».

Até porque, segundo Marie Reis de Bragelongne, a CCIFP também tem na sua rede, empresários que podem ser «mentores» e «investidores» de alguns dos projetos da Start-Up Lisboa.

 

 

 

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