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Fernando Mendes vai trazer o espetáculo “Insónia” a Paris, no próximo dia 22 de outubro, ao Grand Rex, considerado o maior teatro de cinema de toda a Europa.

Depois de ter atuado no Olympia em 2012, com o espetáculo “Mendes.come”, e em 2017 e 2019, no Teatro des Hauts-de-Seine, em Puteaux, com os espetáculos “Noivo por Acaso” e “Insónia”, Fernando Mendes regressa agora Paris com “Insónia – Um espetáculo para brincar com coisas sérias” e com produção da empresa Dyam de José Antunes.

O comediante dispensa apresentações, sendo seguro afirmar que não há um português que não saiba quem é o “Gordo” apresentador do “Preço Certo”, líder de audiências na RTP em horário nobre, imensamente acarinhado pelo público.

 

Fernando Mendes

Fernando Mendes nasceu em Lisboa a 9 de março de 1963. Desde cedo a sua existência se confunde com os palcos e todo o ambiente cénico que os envolve já que acompanhava o pai, o ator Vítor Mendes, pelo país for a, nas diversas revistas em que participava. É a ele que Fernando Mendes atribui a responsabilidade por esta paixão que é a representação.

É ator desde os 17 anos – estreou-se no Teatro ABC em 1980 com a peça Reviravolta ao lado de Eugénio Salvador e Florbela Queiroz – e desde então participou em diversas peças de revista à portuguesa como “Não Batam Mais no Zézinho” (1988), “A Prova dos Novos” (1988), “Vitória, Vitória” (1989), “A Rir é que a Gente se Entende” (1992), “A Pão e Laranjas” (1993), “Toma Lá Disto” (1994), “Viva a Revista” (1996), entre outras.

Desde 2003 assumiu-se como cabeça de cartaz das peças “In Love” (2003), “Kiss Kiss” (2004), “Peso Certo” (2006), “Mendes.come” (2010), “Caixa Forte” (2013), “Noivo por Acaso” (2015) e agora, a solo com “Insónia”.

No que diz respeito à televisão, a sua estreia deu-se em 1984, na RTP, com a telenovela “Passerelle”, no entanto, e apesar de posteriormente ainda ter passado por novelas como “Cinzas” e “Verão Quente” (1993), e “Na Paz dos Anjos” (1994), não é neste registo que Fernando Mendes se sente como peixe na água e, ao dia de hoje, a sua carreira na televisão é vincada pelas suas participações em séries cómicas como “Nico d’Obra” (1990), com Nicolau Breyner, e “Nós os Ricos” (1996), com Rosa do Canto. Mais recentemente, em 2010, e também ao lado destes nomes, entrou na série “Os Compadres”, que contou ainda com a presença de Ana Zanatti.

 

“O Preço Certo”

Mas foi no fenómeno “O Preço Certo”, a adaptação portuguesa do formato norte-americano “The Price is Right”, que o mediatismo televisivo consagrou o talento e o carisma de Fernando Mendes, que está há 18 anos consecutivos no ar e a liderar audiências no horário pré-nobre que antecede o Telejornal da noite.

Ao ser chamado para substituir Jorge Gabriel na apresentação do programa que estreara em 2003, transformou-o em mais do que um concurso: um autêntico programa de entretenimento que conversando, brincando e interagindo com os elementos do público, dá a conhecer o país real através das suas gentes que, cheias de alegria e boa disposição, vão jogando no “Preço Certo” e ganhando, ou não, prémios que podem ir desde eletrodomésticos até automóveis.

Fernando Mendes é ainda um pai babado de um casal de filhos, e avó de dois netos, pelos quais tem um enorme orgulho. A eles dedica a sua carreira e a sua vida e são eles quem o motiva a cada dia.

Também é um amante da boa mesa, um apaixonado pela gastronomia e, seguramente, um bom garfo. À sua figura alegre e anafada associou-se a alcunha de ‘o Gordo’, pelo qual não se importa de ser chamado e da que inclusive reconhece um certo carinho. Onde quer que esteja, a alegria não pode faltar, tal não é a sua capacidade inerente de divertir quem o rodeia. Esta é a sua forma de estar na vida. É um animador nato e um amigo dedicado.

 

“Insónia”

Em “Insónia”, Fernando Mendes estará a solo e encarnará na pessoa de Custódio Reis, um vendedor de vinhos e licorosos, que vive com a corda no pescoço. Tanto financeiramente, como familiarmente. É o comum português de classe média, que vive afogado em dívidas e créditos.

Custódio encontra-se à beira do divórcio. A mulher, Sónia, esgotou de vez a sua paciência para com um marido que é cada vez mais um falhado e um tipo sem rumo ou grandes objetivos de vida para além de comer, beber e dormir. É um marido ausente e um pai ainda mais. Não tanto por falta de amor, mas mais de energia… Custódio sente-se cansado, pesado e sem paciência.

A única ginástica que faz é financeira e a pouca pachorra que ainda vai tendo é para o trabalho. Aos dezassete anos começou a trabalhar como padeiro. Hoje em dia, vende vinho, mas, na verdade, é quase tanto aquele que bebe como aquele que vende. Até gosta do que faz e acha-se entendido em vinhos, não o sendo verdadeiramente. É, em boa verdade, um tipo sem grande profundidade intelectual e sem grandes teses filosóficas. Por sua vez, é desenrascado e tem lábia de vendedor. O típico português de café que fala de tudo sem dizer quase nada.

Certa noite, Custódio, que sempre teve preguiça de pensar muito na sua vida, para para pensar e ao contrário de passar a noite a ressonar, como é seu hábito, não consegue dormir. Tem uma terrível insónia. Uma insónia onde vai questionar tudo na sua vida e tentar encontrar soluções. Só que, por mais que grande parte dos seus problemas tenham soluções óbvias, para um homem que foi toda a vida assim, a mudança não parece fácil. Assistimos, então, a uma hilariante crise interior pela qual, em tempo real, Custódio vai passar, na tentativa de alcançar a paz de alma necessária para que volte a conseguir dormir.

Pelo meio desta ‘Insónia’ vamos assistindo a alguns programas de televisão que Custódio vai vendo para “ver se chama o sono”, onde Fernando Mendes protagoniza momentos muito improváveis com alguns dos seus amigos e colegas de toda a vida. ‘Insónia’, um espetáculo para brincar com coisas sérias.

 

Os bilhetes já estão à venda no Teatro, FNAC, CARREFOUR, AUCHAN, LECLERC, em www.dyam.pt ou em www.legrandrex.com.

 

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