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Cultura

 

 

A coreógrafa portuguesa Tânia Carvalho vai apresentar nove espetáculos em Paris, entre março e outubro, no âmbito da Temporada França-Portugal 2022, que dedica especial destaque ao seu trabalho, anunciou ontem a produção da artista.

Além dos espetáculos “Onironauta”, “Xylographie”, “One of four periods in time”, “As If I Could Stay Here Forever”, “Doesdicon” e “S”, estão programados dois concertos – “Madmud” e “Duploc Barulin” -, e um concerto do duo Papillons d’éternité, de Matthieu Erhlacher e Tânia Carvalho, intitulado “Greta Oto”.

Ao longo da última década, a artista tem pisado diversos palcos em França, nomeadamente em Paris, Marseille, Lyon e Uzès, para apresentar as suas criações, ou para criar em conjunto com companhias francesas, a convite destas, como foi o caso de “Xylographie”, que coreografou com e para o Ballet de l’Opéra de Lyon, e, mais recentemente, “One of four periods in time (ellipsis)” (2021), com o Ballet National de Marseille.

Artista multidisciplinar, Tânia Carvalho tem percorrido uma carreira de 24 anos de criação em diferentes expressões artísticas, da dança ao desenho, passando pela música e cinema.

O programa da coreógrafa portuguesa em França começa na semana de 07 a 12 de março, com “Onironauta” (2020), “Madmud” (2007) e “Duploc Barulin” (2019), no Théâtre des Abbesses, seguindo-se, entre 19 e 22 de maio, “As If I Could Stay Here Forever” (2005), “Xylographie” (2014) e “One of four periods in time” (2021), no Théâtre La Villette, e, entre 12 e 16 outubro, “Doesdicon” (2017), no Théâtre des Abbesses.

A 15 de outubro, será a vez de apresentar “Greta Oto” (2021) e “Papillons d’éternité”, no Théâtre des Abbesses, e entre 25 e 29 de outubro, “S” (2018), no Le Centquatre-Paris, no quadro da programação da Temporada França-Portugal.

Tânia Carvalho iniciou aulas de dança clássica aos cinco anos, em 1991 fez a Escola Superior de Dança de Lisboa e, em 1997, ingressou no Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea Fórum Dança, também na capital portuguesa.

Fez ainda o Curso de Coreografia da Fundação Calouste Gulbenkian, e tem vindo a colaborar em vários trabalhos, tanto em interpretação como criação, com os coreógrafos Luís Guerra de Laocoi, Francisco Camacho, Carlota Lagido, Clara Andermatt, David Miguel, Filipe Viegas e Vera Mantero.

Como coreógrafa e intérprete criou, entre outras, as peças “Danza Ricercata” (2008), “Der Mann Ist Verrückt” (2009), “Olhos Caídos” (2010) e “A Tecedura do Caos” (2014).

É também criadora dos projetos musicais “Trash Nymph” e “Moliquentos”, e cofundadora do coletivo de artistas Bomba Suicida.

Em janeiro de 2020, estreou a peça “Onironauta” – sobre a capacidade de controlar os sonhos e moldar o seu sentido – na Maison de la Danse, em Marseille, em França.

 

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