Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

A maior prova francesa de ténis, Roland-Garros, começou no passado domingo, dia 27 de setembro, com a presença de apenas um português no quadro principal, João Sousa. Os três outros atletas lusos foram eliminados nas qualificações: Frederico Silva, Pedro Sousa e João Domingues.

O torneio, que deveria ter decorrido de 24 de maio a 7 de junho, foi adiado e decorre de 27 de setembro a 11 de outubro, isto devido à pandemia de Covid-19.

No entanto várias são as restrições ligadas à Covid-19: o número de espetadores está limitado a 1.000 por dia, e todos os atletas são testados à Covid-19 e se um teste PCR for positivo, o tenista é excluído da prova.

Este ano, o quadro principal do torneio parisiense de ténis contou com apenas um português, João Sousa.

Pedro Sousa e João Domingues foram eliminados na primeira ronda das qualificações, respetivamente pelo checo Lukas Rosol e pelo holandês Robin Haase, enquanto Frederico Silva venceu dois jogos e seguiu para a terceira ronda onde foi também eliminado.

Na sexta-feira 25 de setembro, na terceira ronda de qualificação, Frederico Silva acabou por ser eliminado pelo checo Tomas Machac, em dois sets com os parciais de 6-7 e 4-6, falhando o acesso ao torneio.

Recorde-se que em 2013, na vertente de pares juniores, Frederico Silva (na foto em 2013) venceu a prova de Roland-Garros com o britânico Kyle Edmund.

Em declarações ao LusoJornal, após a derrota frente a Machac, Frederico Silva mostrou-se dececionado com o resultado, mas admitiu que realizou dois bons encontros, eliminando respetivamente o sérvio Viktor Troicki e o brasileiro João Menezes.

 

Como podemos analisar a derrota frente a Tomas Machac?

Foi um jogo bastante equilibrado, tanto o primeiro set como o segundo. Cheguei a ter um ‘set point’ no primeiro set, tive as minhas hipóteses de fechar o primeiro set, mas acabei por não conseguir, e depois em pequenos detalhes acabou por cair para o lado do meu adversário. Também é verdade que não me senti tão confortável em campo, não consegui jogar da forma que eu gostaria. Obviamente foi um jogo mais difícil para mim, foi um jogo mais sofrido, e não consegui aproveitar as oportunidades que tive. Os pontos importantes acabaram por cair para o lado do meu adversário.

 

Primeiro set acabou com um ‘tie-break’ por 6-7…

O jogo estava muito equilibrado. Estava a ser um jogo muito mental, cada um queria estar em vantagem. Ganhar o primeiro set era bastante importante. Ele conseguiu ser mais agressivo do que eu nalgumas situações no primeiro set. Acho que no ‘tie-break’ os dois tivemos hipóteses de vencer, mas ele acabou por conseguir vencer um ou dois pontos a mais, acho que foi por aí que ficou decidido o primeiro set. No segundo set tentei melhorar o meu nível de jogo, mas foi complicado porque ele também aumentou o nível dele.

 

Interrupção no segundo set por causa da chuva podia ter ajudado?

É sempre uma incógnita porque naquele momento ele estava a servir para fechar o jogo. Obviamente devia estar tenso, devia estar nervoso, estávamos os dois nervosos, e um corte naquela altura acaba sempre por ser um pau de dois bicos. Por um lado pode deixar-nos mais ansiosos quando retomamos o jogo, por outro lado deixa-nos acalmar um bocadinho a tensão naquela altura. O que eu tentei fazer foi acalmar-me e concentrar-me ao máximo no que poderia fazer para quando retomássemos o jogo, eu ter hipótese de fazer o ‘break’ e continuar em jogo.

 

Há uma certa deceção ou não?

Sim, claro que sim. Depois de estar nesta posição, a lutar pelo quadro principal, ainda por cima após ter sentido que tinha hipóteses de vencer o primeiro set, fiquei bastante desiludido com a forma como acabei por perder o jogo. A verdade é que nem todos os jogos são como nós queremos, nem todos os dias conseguimos jogar da melhor forma. Apenas tenho de tirar as coisas positivas deste torneio, fiz dois bons jogos, foi a primeira vez que esteve numa ronda de acesso de um Grand Slam, e vou voltar a trabalhar para que da próxima vez possa resolver melhor as situações.

 

Quais serão os próximos torneios em que vai participar?

Vou participar no Torneio de Split, na Croácia, um ‘challenger’. Depois estou também inscrito num torneio ‘challenger’ em Parma, na Itália. E também conto participar no ‘Challenger’ de Lisboa.

 

Podemos dizer que sai de Paris com boas indicações, visto que venceu o sérvio Viktor Troicki e o brasileiro João Menezes?

Fiz dois bons jogos, senti-me bem em campo nas duas primeiras rondas. Na sexta-feira foi um dia mais difícil, porque temos sempre a situação dos nervos acrescidos, alguma ansiedade extra, por ser uma situação que nunca tinha passado. Deveria ter lidado melhor com isso, não consegui, mas ficam dois bons jogos que fiz. Obviamente esses jogos dão-me confiança, e fazem-me acreditar que nos próximos torneios possa fazer bons torneios.

 

Desporto
X