Lusa / João Relvas

“Tony” de Jorge Pelicano sobre Tony Carreira estreia-se a 25 de julho nos cinemas portugueses

O documentário “Tony”, de Jorge Pelicano, focado na vida e obra do cantor Tony Carreira, estreia-se nos cinemas a 25 de julho, anunciou a distribuidora NOS Audiovisuais.

«‘Tony’ a vida do homem que conseguiu alcançar o sonho estreia a 25 de julho», refere a distribuidora num comunicado divulgado, no qual dá conta que foi disponibilizado o primeiro ‘trailer’ do filme.

O filme, lê-se no comunicado, «é um retrato inédito da vida de Tony Carreira, onde marcam presença a família, os amigos e as histórias desses milhares de portugueses que o acompanham há 30 anos e que, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca o abandonaram».

Tony Carreira assinalou no ano passado 30 anos de carreira, anunciando uma pausa «no seu percurso musical», por tempo indeterminado.

No âmbito das comemorações, o cantor editou em novembro «As canções das nossas vidas», álbum que tinha sido gravado em janeiro do ano passado em dois espetáculos acústicos, no Theatro Circo de Braga, em que Tony Carreira revisitou repertório antigo. Antes da pausa «no seu percurso musical», o cantor realizou três concertos para marcar o encerramento das celebrações dos 30 anos de carreira, no Multiusos de Guimarães e na Altice Arena, em Lisboa.

De acordo com a distribuidora do filme, «o realizador Jorge Pelicano teve acesso exclusivo à vida pessoal e profissional de Tony Carreira, acompanhando-o, durante este ano decisivo, em sucessivas digressões nacionais e internacionais».

«Da digressão francesa, às gravações do dueto com Rudy Pérez em Miami – um dos mais prestigiados produtores de música latina (e um dos nomes envolvidos na polémica de plágio) – de Israel, à infância de Tony Carreira; do seu primeiro sucesso nos anos 80, em França, à conquista das grandes salas de espetáculos, como o Olympia de Paris; ‘Tony’ releva imagens inéditas e testemunhos únicos deste ‘fenómeno’ da música nacional que é, indubitavelmente, uma inspiração para todos os portugueses», lê-se no comunicado.

A subida ao palco do Casino Peninsular da Figueira da Foz, a 05 de março de 1988, para participar no Prémio Nacional de Música, é considerado o início da carreira de António Manuel Mateus Antunes (Tony Carreira), do Armadouro, no concelho da Pampilhosa da Serra, e que esteve vários anos emigrado em França.

Tony Carreira, de 55 anos, começou a cantar em França, para a comunidade portuguesa, numa banda constituída com os irmãos, Irmãos 5.

Em 1988, já a solo, editou o primeiro ‘single’, depois da participação no Festival da Canção da Figueira da Foz.

O primeiro álbum do cantor, «Não vou deixar de te amar», data de 1991.

Ao longo da carreira, editou 28 álbuns, 20 dos quais de originais, e quatro DVD, nos quais ficaram registados, entre outros, concertos no Olympia, em Paris, e na Altice Arena, em Lisboa.

O cantor conseguiu alcançar, de acordo com informação disponibilizada no seu ‘site’, a marca de “60 discos de platina e mais de quatro milhões de discos vendidos”.

Nos últimos 30 anos, «esgotou, em várias ocasiões, alguns dos mais importantes e carismáticos recintos de espetáculos do Mundo, como os incontornáveis Olympia e Zenith em Paris, o imponente Emperors Palace na África do Sul, o marcante Queen Elizabeth nos Estados Unidos, ou a mítica Brixton Academy em Londres, só para citar os mais marcantes».

Em 2016 foi distinguido, em França, com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.

Em 2017, Tony Carreira esteve envolvido num processo judicial, que não chegou a ir a julgamento, em que foi acusado de plágio pela editora Companhia Nacional de Música.

Jorge Pelicano, que nasceu na Figueira da Foz em 1977, iniciou a vida profissional no jornalismo, sobretudo como repórter de imagem em televisão, antes de enveredar pelo cinema documental.

É autor dos documentários “Ainda há pastores?” (2005), “Pare, escute, olhe” (2009), “Para-me de repente o pensamento” (2015) e “Até que o porno nos separe” (2018).

 

[pro_ad_display_adzone id=”25427″]

LusoJornal