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Os trabalhadores da Novares, empresa francesa de Leiria, estão em greve desde a madrugada de quinta-feira e reclamam melhores salários, disse à Lusa o responsável distrital do SITE, Carlos Marques.

Segundo o responsável pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas, cerca de 100 trabalhadores (dos turnos que já se iniciaram) estão concentrados à porta da empresa Novares.

“Queremos melhores salários. Os aumentos que têm vindo a ser concretizados são pouco significativos. Em junho, a administração disse-nos que não tinha condições para aumentos e ficámos de voltar a conversar no final de setembro. Dizem que as ordens vêm de França e que não podem fazer nada”, revela Carlos Marques.

No entanto, os trabalhadores entenderam “avançar com a greve e três dias antes do seu início houve alguns aumentos, mas não para todos”.

Carlos Marques referiu que “houve pessoas que receberam mais seis euros, outras mais 70 e outras que não foram contempladas”.

“As pessoas não estão contentes com os aumentos. A maioria recebe 614 euros, com os descontos leva para casa 500 e poucos euros. Com a subida do ordenado mínimo entretanto é o valor que estarão os trabalhadores a ganhar”, informa o sindicalista.

A agência Lusa tentou obter esclarecimentos por parte da empresa, mas até ao momento tal não foi possível.

Segundo a sua página na internet, a Novares é uma fornecedora global de soluções plásticas que projeta, fabrica componentes e sistemas complexos para a indústria automóvel.

A fábrica de Leiria é uma das 42 que o grupo francês Novares tem em todo o mundo.

 

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