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Cá está a prometida semana dos muitos (e intensos) acontecimentos. O programa completo e desenvolvido dos dias que correm entre 14 e 20 de outubro pode ser encontrado, como sempre, no Bulletin de outubro do Camões – Centre Culturel Portugais à Paris.

Duas manifestações (apresentando um coreógrafo e uma artista plástica – ambos figuras individuais de relevo nas respetivas áreas) iniciam a semana:

– Dia 14, Joana Vasconcelos apresenta a sua proposta de decoração para o revestimento de seis modelos da coleção de mobiliário da Roche Bobois (na loja da marca na Avenue de la Grande Armée, em Paris).

– Dia 15, Marco da Silva Ferreira apresenta, no quadro da Montpellier Danse Saison, o espetáculo ‘Brother’ uma leitura da realidade urbana através da fusão de músicas africanas e afro-americanas contemporâneas e sob uma coreografia frenética. No Théâtre de la Vignette – Université Paul Valery, Montpelier 3.

– Dias16 a 18, o importante festival francês de música que é o MaMa, dirigido por um português, e que é também um local de compra de direitos e conquista de circuitos para outros festivais, tem a produção portuguesa e alguns protagonistas portugueses como convidados de honra. A iniciativa “Portugal Muito Maior”, de João Gil (apoiada pelo Camões), comissariou essa representação, desenvolve vários tipos de encontros profissionais e apresenta nomes como os de Pongo, Venga Venga, Best Youth, Paus e Pedro Mafama, em vários palcos de Paris.

A semana termina (dias 18 e 19) com dois momentos de reflexão sobre o passado, o presente e o futuro.

No âmbito da Bienal Histoire et mémoires des migrations (em toda a região PACA) tem lugar em Marseille, nos dias 16 a 19, um programa dedicado a Portugal e desenvolvido em torno do filme, já distribuído em França “Un avant-poste du progrès” de Hugo Vieira da Silva.

No âmbito da comemoração do centenário do ensino do português na Universidade francesa, tem lugar, nos dias 18 e 19, uma importante manifestação institucional e universitária: um colóquio (em diferentes instalações da Sorbonne) que reúne políticos, investigadores e criadores, não tanto para nos mostrar o princípio da história nem uma conclusão, mas a situação atual da língua portuguesa em França, um campo de afirmação do que se seguirá e a necessidade de um eterno começo.

Aliás, na noite do primeiro dia desse colóquio (em programa paralelo que não poderia vir mais a propósito) Lídia Jorge apresenta, na Maison de la Poésie, o seu livro “Estuaire” (Metailié) com uma leitura de Maria de Medeiros, canto de Mariana Fabião e guitarra de Gonçalo Cordeiro. Língua portuguesa traduzida, escrita, lida, cantada e musicada – não poderia haver melhor final simbólico para esta intensa semana de outubro, iniciada com artes plásticas e dança.

 

Esta crónica é difundida todas as semanas, à segunda-feira, na rádio Alfa, com difusão antes das 7h00, 9h00, 11h00, 15h00, 17h00 e 19h00.

 

 

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