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A gendarmerie de Vaugneray (69), nos arredores de Lyon, prendeu um cidadão português, com 40 anos, acusado de crime de pedofilia sobre dois menores.

Originário da Baira Alta, o homem foi responsável de uma empresa de tatuagens e também foi animador sociocultural numa MJC, de onde teria sido despedido em 2019, alegadamente já com suspeitas de agressão sexual sobre menores.

O homem foi preso na quarta-feira desta semana, quando estava precisamente em casa de uma das vítimas. As duas vítimas já conhecidas são duas crianças, também elas filhas de portugueses, com idades de 11 e 13 anos. As duas confessam terem sido vítimas de assédio sexual e toques sob ameaça verbal e física, pelo suspeito, desde 2019.

“Estamos muito chocados com os acontecimentos, pois esta pessoa era um amigo da família e de quem ninguém suspeitava destes atos de pedofilia” diz, preocupada, ao LusoJornal a mãe de uma das crianças.

Foi “por puro acaso” que a mãe de uma das crianças descobriu, há poucos dias, que o homem estava a assediar sexualmente a sua própria filha nas redes sociais. “Descobri um diálogo, no Messenger, deste homem com a minha filha de 13 anos. Achei estranho certas frases que ele escrevia e comecei a suspeitar de algo estranho. Então comecei a fazer-me passar pela minha filha. De imediato a conversa tornou-se mais solicitadora, a pedir fotos dela e a mostrar fotos dele nu. Depois fez propostas indecentes, mostrando vídeos pornográficos da sua autoria, com a sua parceira e masturbando-se. Eu vi isto tudo… e revelei tudo à Policia” conta a mãe da última vítima ao LusoJornal.

“Eu fiz cerca de uma centena de print’s da conversa e revelei à Polícia dias antes da prisão. Na mesma conversa ele descrevia atos de abuso sexual, já em 2019, com a filha da minha amiga, uma criança com 11 anos, e ela agora confirma”.

O homem estava em Portugal e foi de lá que comunicava via Facebook com as crianças em França, revelando assédio, provocações, propostas e comportamentos impróprios. “Ele foi ignorando totalmente a nossa armadilha, nós já estávamos ao corrente de tudo o ele tinha feito e já tínhamos revelado tudo à Polícia”.

“Quando chegou de Portugal, ele veio a nossa casa na quarta-feira e nós bloqueamos o homem até à chegada da Polícia que o prendeu” diz em lágrimas a mulher ao LusoJornal. “Nunca pensámos que este homem sofresse mentalmente destas tendências e que nos traísse assim, desta maneira, abusando sexualmente das nossas filhas”.

O homem está em prisão preventiva à espera de decisão judicial e vai ser apresentado esta tarde a tribunal.

Este caso deixou a Comunidade portuguesa em estado de choque, sobretudo nesta região a oeste da cidade de Lyon, onde residem cerca de cinquenta mil portugueses.

 

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