Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

Dois Presidentes para um país, eis a situação na Venezuela: de um lado o atual Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que tomou posse para um segundo mandato, a 10 de janeiro, após umas eleições contestadas. Do outro lado o Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se declarou Presidente interino da Venezuela.

Um duelo entre dois Presidentes e também entre prós e contras. Os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó como o Presidente da Venezuela, a Rússia reconheceu Nicolás Maduro, e entre os dois está a União Europeia, onde estão incluídos Portugal e França, que deram oito dias a Nicolás Maduro para convocar novas eleições, caso contrario também vai reconhecer Juan Guaidó como o Presidente do país.

O LusoJornal falou com Marlène Alves Pereira, que nasceu na Venezuela, responsável pelo programa Lusitania, emissão sobre os países de língua portugueses na Rádio Aligre.

Uma ligação forte visto que Marlène saiu da Venezuela « quando tinha 12-13 anos e fui para Portugal, antes de seguir para França com 20-21 anos », sublinhando que « ia muitas vezes à Venezuela em viagens organizadas onde servia de guia », admitiu a luso-venezuelana.

Ela que viu a situação degradar-se ao longo dos anos: « Eu estive lá nos primeiros anos de Hugo Chávez e vi uma situação favorável com as diferenças entre ricos e pobres a reduzirem-se. Também vi dispensários e escolas a serem abertos em todo o país e com a chegada de vários médicos e professores provenientes de Cuba. Depois a situação complicou-se porque também é verdade que a economia do país tem-se baseado na venda do petróleo. Com as oscilações do preço do petróleo, tudo ficou mais complicado », acrescentando que « desde a chegada de Maduro tudo encareceu, isto também com a problemático do embargo realizado por países como os Estados Unidos », afirmou Marlène.

A luso-venezuelana, a viver em França, contou-nos a última vez que foi ao pais: « Foi há quatro ou cinco anos. A situação estava complicada e perigosa, é por isso que não tenho ido à Venezuela. Não há produtos de primeira necessidade, e os poucos que há, são caros », frisou, continuando a contar outras situações que aconteceram: « Em certos lugares tivemos de ser acompanhados pela polícia porque estava com turistas e são alvos para certas pessoas que têm más intenções », assegurou Marlène.

Que soluções podem ser encontradas? Marlène Alves Pereira está algo cética: « O país está dividido entre prós e contras Nicolás Maduro, não há nenhum consenso, não há meio termo nisto tudo. Isto sem contar com as importações que estão bloqueadas, o preço do petróleo que está baixo e o embargo », sublinhou a luso-venezuelana que no entanto admitiu que « novas eleições podem melhorar um pouco a condição de vida dos venezuelanos, num país em que com petróleo, ouro, ferro e urânio, pode ser um país muito mais desenvolvido », concluiu Marlène que se tem sentido « muito triste com a situação e com pena das pessoas que sofrem na Venezuela », país onde ela nasceu.

Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 2 Votos
9.6
X