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Todos os anos, o festival “Les Reflets du cinéma ibérique et latino-américain”, que se realiza em Villeurbanne (69), no sudeste da França, propõe um programa rico em filmes e atividades relacionados com a Península Ibérica e a América latina.

A 36ª edição do festival “Les Reflets” foi apresentada pela associação “Pour le cinéma” e pela cidade de Villeurbanne e ocorreu do dia 16 ao dia 30 de setembro nessa localidade. Nele foram apresentadas ao público obras cinematográficas de países ibéricos e latino-americanos: foram cerca de 50 filmes e 14 países representados. Para além disso, o festival incluiu muitas outras atividades para celebrar as culturas desses países, como encontros com os realizadores, bailes, concertos, exposições, aulas de dança e de línguas e a novidade deste ano: sessões de escuta (obras sonoras).

Obras cinematográficas de vários países como Portugal, Espanha e México, entre outros, foram apresentadas durante a duração do evento. No entanto, este ano, o festival destacou três países: Brasil, Chile e Cuba, e exibiu obras de cineastas como Pablo Larraín, Melina Léon e Aude Chevalier-Beaumel. Para promover estes e outros realizadores, pelo sexto ano consecutivo, a associação «Pour le Cinéma» organizou um concurso: o público teve a possibilidade de escolher o melhor filme entre 10 longas-metragens inéditas em França, selecionadas pela equipa de programação do festival. O filme vencedor, “Insoumises”, de Laura Cazador e Fernando Pérez foi anunciado na noite de encerramento no cinema “Le Zola”, onde a maior parte dos filmes foi projetada. As obras também foram exibidas noutros locais culturais parceiros de Lyon e Villeurbanne, como o cinema “Lumière Fourmi” ou o “Le Club”.

O festival procurou mostrar a realidade social, económica e política dos países ibéricos e latino-americanos por meio da arte cinematográfica. Procurou-se também representar a vontade de resistência e mudança presente em muitos deles. “O Reflets sempre se destacou por uma vontade de mostrar que o cinema podia dizer o mundo sem necessariamente o definir”, afirmou o Diretor do festival, Olivier Calonnec. Com este intuito, as obras abordaram várias questões contemporâneas, como a oposição das classes sociais (especialmente no Chile, um dos países mais desiguais do mundo), a condição das mulheres, os direitos dos LGBT+, o impacto do neoliberalismo (sobretudo no Brasil).

À imagem das edições anteriores, o festival acabou em festa, com música latina e muita cultura à mistura!

 

Joana Mendes aluna da Universidade Lyon 3

Com supervisão de Carina Amaral e Angélica Amâncio

 

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