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Vista Alegre e Bordallo Pinheiro apresentaram coleção de Claudia Schiffer na Maison & Objet em Paris

LusoJornal / Carlos Pereira Claudia Schiffer Bordalo Pinheiro by Claudia Schiffer Bordalo Pinheiro by Claudia Schiffer Vista Alegre by Claudia Schiffer Vista Alegre by Claudia Schiffer

A Vista Alegre e a Borballo Pinheiro apresentaram, durante o salão Maison & Objet, que teve lugar no fim de semana passado no Parque de Exposições de Paris Villepinte, duas novas coleções desenhadas por Cláudia Schiffer. “Não queremos ser apenas seguidores de tendências, mas queremos criar novidade” resumiu ao LusoJornal o Administrador da Vista Alegre.

Nuno Barra destacou as recentes colaborações da Vista Alegre com designers contemporâneos, referências na atualidade, como Ross Lovegrove, Marcel Wanders, o designer francês Sam Baron “também a pensar muito no mercado francês” e agora a coleção da Cláudia Schiffer. “Estes são os quatro grandes nomes desta nova coleção” explica Nuno Barra.

Para além disso, a Vista Alegre apresentou as suas próprias coleções internas da “arte da mesa”. “Temos duas coleções mais contemporâneas e uma mais clássica”.

Em apenas 10 anos, o peso das exportações na Vista Alegre passou de 45%, em 2009, para cerca de 73% atualmente. “Toda a estratégia da empresa gravita à volta da internacionalização e da expansão da marca”.

A Europa continua a ser o principal mercado da Vista Alegre, seguindo-se a América Latina e os Estados Unidos. “A França é o principal mercado de exportação, seguida da Espanha” confirma Nuno Mata.

O Secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, e a Administradora da AICEP, Madalena Oliveira Silva, visitam na sexta-feira, dia 17 de janeiro, a primeira edição 2020 da Maison & Objet, que decorreu de 17 a 21 de janeiro. Esta primeira edição do ano 2020 (a segunda edição terá lugar em setembro) contou com uma das maiores participações portuguesas na feira, com 115 empresas/marcas presentes. João Neves e Madalena Oliveira Silva foram acompanhados por Rui Almas, o Diretor da AICEP em Paris.

“No último ano as exportações desta fileira foram muito interessantes, nós estamos a crescer à volta de 3%” disse ao LusoJornal o Secretário de Estado João Neves.

“Em termos de mobiliário, estofos e colchoaria, neste momento representamos cerca de 2 mil milhões de exportações e se incluirmos toda a fileira casa, estamos com 2,7 mil milhões de euros de exportações” confirma Gualter Morgado da APIMA, a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins.

“Esta área é muito importante para as exportações. Tem crescido bastante e o que nos apraz mais é que tem crescido em qualidade também. Cada vez mais as nossas empresas produzem muito bom e estão a ombrear com as empresas europeias do setor. As empresas portuguesas já entraram no clube privado de empresas fornecedoras de produtos de topo, de qualidade” diz Madalena Oliveira Silva, Administradora da AICEP, destacando também a diversificação dos mercados. “As empresas querem diversificar. A Europa é o comprador habitual, mas elas querem ir para outras paragens. Isso vai completamente ao encontro daquilo que Portugal defende: a diversificação das exportações”.

Também João Neves confirma que “Portugal já tem uma presença forte neste tipo de mercados, e já somos olhados pelos nossos concorrentes como um concorrente de respeito. Não apenas pela inovação do produto, mas também pela qualidade e pela capacidade que demonstramos em colocar à disposição do mercado produtos muito interessantes” disse ao LusoJornal.

Nuno Barra, o Administrador da Vista Alegre acredita que “este setor da decoração vai crescer cada vez mais, vai ser cada vez mais importante como forma de reação a uma coisa que era a globalização de um certo tipo de decoração que fez com que as casas das pessoas fossem muito semelhantes umas das outras, durante muitos anos”. Por isso, a Vista Alegre vai reforçar a sua presença na decoração de interiores. Na Maison et Objet já apresentou algumas novidades nessa área, nomeadamente no têxtil e no mobiliário, com um móvel concebido pela Boca do Lobo e já entrou na iluminação há dois anos atrás. “O caminho será cada vez mais esse, olhar para a evolução do produto de forma integrada como decoração de interiores”.

 

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