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O Governo gastou mais de 46 mil euros em 2018 para repatriar cidadãos portugueses do estrangeiro, quase o dobro do valor gasto no ano anterior, de acordo com o Relatório da Emigração.

Do total das 67 repatriações realizadas em 2018, 36 são provenientes da Europa, destacando-se a França com 13, Alemanha e Reino Unido com sete cada e 31 do Resto do Mundo, destacando-se Brasil e Peru, no total seis cada, e Colômbia com quatro.

Em relação às expulsões e deportações, houve uma redução de 7% em 2018, em comparação com o ano anterior, num total de 596 portugueses, tendo sido dado acolhimento para 48.

Do total, 366 (61,4%) são provenientes de países da UE e do Espaço Económico Europeu (EEE) e 230 (38,6%) do resto do mundo.

Da Europa, a maioria foi expulsa do Reino Unido (149), menos 25 do que em 2017 (174), seguindo-se França (114) e Espanha (53).

Do resto do mundo, a maioria foi expulsa do Canadá e dos Estados Unidos (91 em cada país).

Entre os 48 que receberam apoio social, 23 eram provenientes do Reino Unido, 17 dos EUA, três do Canadá, dois de Espanha, e um da Grécia, Peru e Senegal.

Em 2017, foram expulsos ou deportados 637 portugueses.

O Relatório da Emigração tem também dados referentes aos portugueses detidos no estrangeiro, tendo-se registado 166 novas detenções em 2018, número idêntico ao registado em 2017, com 168.

Deste total, 81 estão detidos na Europa e 85 em países fora da Europa, sendo 136 homens e 30 mulheres.

Os 10 países com maior número de detidos em 2018 foram França (34), Brasil (11), Moçambique (10), Espanha, Reino Unido, Senegal e Venezuela (nove cada), Emirados Árabes Unidos e Hungria (com sete cada) e China (cinco).

O principal motivo das detenções continua a ser o tráfico de droga, com 33 casos. No entanto, no relatório refere-se que em 44 casos não existe informação e em 73 não foi possível apurar o motivo de detenção.

Dos 166 cidadãos nacionais detidos em 2018, 31 foram colocados em liberdade ao longo do ano, continuando detidos em 31 de dezembro 135 cidadãos nacionais.

No final de 2018 contabilizavam-se um total acumulado de 1.809 cidadãos nacionais detidos no estrangeiro, valor inferior ao registado em 2017, com um total de 1.942.

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