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A 9ª edição do Salão do imobiliário e do turismo português em Paris começou esta manhã

LusoJornal | Antoine Borges LusoJornal | Antoine Borges CCIFP
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A 9ª edição do Salão do imobiliário e do turismo português em Paris começou esta manhã no Parque de Exposições de Paris Porte de Versailles e decorre até domingo, 25 de setembro.

Na cerimónia de inauguração estava o Secretário de Estado para a Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, o Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, o Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Carlos Oliveira e o Deputado português eleito pelo círculo eleitoral da Europa, Paulo Pisco.

O salão começou em 2012 numa iniciativa da Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa (CCIFP) e pretende contribuir para a promoção das oportunidades e vantagens de Portugal para quem aí quer investir, instalar-se ou aí iniciar uma atividade comercial.

O salão foi entretanto comprado pelo investidor francês apaixonado por Portugal Marc Laufer e vai mudar de nome para passar a chamar-se “In Portugal”. Depois da transação, a pandemia de Covid fez com que o projeto estivesse parado durante três anos, retomando agora. Este ano, excecionalmente, teve lugar em setembro, em vez do habitual mês de maio, precisamente antes das férias de verão.

Carlos Vinhas Pereira, o Presidente da CCIFP, discursou na cerimónia de abertura e lembrou que, depois de 2012, altura em que o salão nasceu, até hoje, o número de turistas franceses que visitam Portugal “cresceu bastante. Passaram de 3 para 5 milhões, ultrapassaram os Alemães. Por razões históricas, os Ingleses ainda estão à frente”.

“Em 2012, quando criámos o salão, não havia incentivos fiscais. Em 2013 foi criado o estatuto de ‘residente não habitual’ e a partir daí nós temos muitos Franceses que partem instalar-se em Portugal” diz Carlos Vinhas Pereira. “Nós nunca falámos de fiscalidade. A fiscalidade era a cereja em cima do bolo. A ideia era de apresentar as vantagens de Portugal e que motivar os Franceses a instalarem-se em Portugal para passar a reforma ou para a investir ou ainda para trabalhar. A fiscalidade foi algo que veio depois”.

O Presidente da Câmara de comércio diz que cerca de 80 mil Franceses moram em Portugal “e este número continua a aumentar”. Na sua intervenção, referiu ainda que “cerca de 18% das compras de bens imobiliários feitas por não-residentes, são feitas por Franceses. Os Franceses ocupam agora o primeiro lugar, à frente do Reino Unido e do Brasil, mesmo se os Brasileiros continuam a chegar em força a Portugal”.

Depois de Ricardo Simões, que foi o Diretor executivo do Salão nas primeiras 8 edições, assumiu agora essa função Miguel Ribeiro que apresentou, na cerimónia de abertura, um estudo encomendado pela organização, junto de mil Franceses.

“93% dos inquiridos tem uma muito boa imagem de Portugal” explicou, completando que a perceção que os Franceses têm é a de uma boa qualidade de vida, com um clima agradável. “A segurança aparece de forma muito importante e as pessoas estão com vontade de descobrir ou redescobrir o país”.

Para Manuel Ribeiro, nos últimos 10 anos, o perfil dos Franceses que se instalaram em Portugal mudou muito. “Até 2015 eram mais reformados e agora, o que nós observamos, é que são cada vez mais ativos que vão instalar-se em Portugal ou são empresários que querem aí investir e desenvolver as suas atividades ou então são pessoas que decidem instalar a sua família em Portugal e viver em Portugal gerindo os seus negócios à distância ou ainda pessoas que querem fazer nomadismo digital a partir de Portugal”.

Ainda segundo Miguel Ribeiro, “cerca de 48% dos inquiridos equaciona fazer teletrabalho a partir de um outro país e um terço destes equaciona fazê-lo a partir de Portugal”.

Aliás, o Secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, confirmou que cada vez há mais casais franceses a instalarem-se em Portugal para aí trabalharem e “os números são tão importantes que o Liceu francês em Lisboa até teve de criar uma nova escola para acolher tantos estudantes”.

Para Bernardo Ivo Cruz, investir em Portugal é uma “decisão racional” e uma “decisão do corpo e da cabeça”.

Para o Embaixador de Portugal em França “o Salão do imobiliário faz parte do calendário dos grandes eventos anuais que têm a ver com a Comunidade portuguesa em França e é necessário saudar este esforço”.

“Do ponto de vista comercial e de investimento, a França já ultrapassou os Alemães. Só a Espanha é economicamente mais importante que a França” disse Jorge Torres Pereira, sublinhando também a presença constante de membros do Governo português neste certame.

Num apelo aos negócios, Carlos Vinhas Pereira citou um economista que diz que “não espere para comprar imobiliário. Compre imobiliário e espere. É assim que se faz negócio nesta área e é aquilo que nós vos propomos neste momento”.

Para além de muitos stands, o Salão tem igualmente uma importante programação de conferências sobre os temas que aborda.

 

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