A Associação dos Lusistas do Ensino Superior Francês (ALESF) saudou publicamente a criação do Sindicato dos Leitores de Português no Estrangeiro (SiLPE), manifestando apoio à ação sindical destinada a defender os profissionais que asseguram o ensino universitário de língua, literatura e cultura portuguesas fora de Portugal. Numa tomada de posição enviada ao LusoJornal, a associação sublinha que os leitores desempenham um papel essencial no “raio de ação internacional da língua portuguesa” e na vitalidade da disciplina, particularmente em França.
A ALESF expressa solidariedade com as reivindicações dos leitores, nomeadamente no que diz respeito a remunerações equitativas, condições de trabalho dignas e reconhecimento das qualificações e da experiência profissional. A associação lamenta igualmente a ausência de representação dos leitores nas negociações que conduziram à revisão do Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (RJEPE), processo que tem sido contestado por diversos atores do setor.

Convencida de que a promoção da língua portuguesa no estrangeiro depende de uma valorização justa dos profissionais que a ensinam e investigam, a ALESF apela à abertura de um diálogo construtivo entre o Estado, os leitores e o seu representante sindical. Defende que a revisão do RJEPE deve garantir a dignidade da missão dos leitores, reconhecendo o contributo pedagógico, científico e cultural que estes asseguram nas universidades estrangeiras.
Fundada em 2023, a ALESF é uma associação francesa de lei 1901 dedicada à promoção do ensino e da investigação em língua portuguesa, bem como das literaturas e culturas lusófonas no ensino superior francês. A associação trabalha para difundir informação sobre formação, investigação e percursos profissionais na área, colaborando com parceiros nacionais e internacionais para apoiar as missões académicas dos lusistas em França. A sua Direção é composta por Gonçalo Cordeiro (Presidente), Angélica Amâncio (Secretária) e Sílvia Amorim (Tesoureira). Integram ainda o Comité Graça dos Santos, Isabel Desmet, Jean‑Noël Sanchez, Marc Gruas, Maria Araújo da Silva, Maria Helena Araújo Carreira e Marie‑Noëlle Ciccia.
Com esta tomada de posição, a ALESF junta‑se às vozes que, nas últimas semanas, têm sublinhado a importância de reconhecer o papel estratégico dos Leitores de português no estrangeiro e de assegurar condições que permitam a continuidade e o reforço da presença académica da língua portuguesa no mundo.






