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O Primeiro-Ministro considerou fundamental que haja um aumento das interconexões energéticas entre Portugal e Espanha e entre a Península Ibérica e França, frisando que este último país tem de cumprir os compromissos nesta matéria.

Esta posição foi transmitida por António Costa no debate parlamentar sobre a agenda do próximo Conselho Europeu, que se realiza em Bruxelas nos dias 15 e 16, em que um dos temas em discussão se relaciona com a atual conjuntura de aumento dos preços da energia.

No tema da energia, praticamente todas as bancadas criticaram a atuação do Governo, ou por não reduzir os impostos aos consumidores, ou, como apontou a Deputada do PSD Isabel Meireles, por “perdoar 110 milhões de euros em imposto de selo à EDP, quando existem cerca de dois milhões de Portugueses em situação de pobreza energética”.

“Continuamos sujeitos à lógica do lucro e aos interesses das multinacionais”, atacou depois o líder parlamentar do PCP, João Oliveira.

O Primeiro-Ministro, designadamente na sua intervenção inicial, colocou a questão em outro plano no que se refere às vias para travar o progressivo aumento dos preços da energia.

“No próximo Conselho Europeu, Portugal insistirá na necessidade de se acelerar a transição energética, sendo essa a via para a redução do custo da energia para os consumidores de forma sustentada”, começou por sustentar.

De acordo com o Primeiro-Ministro, Portugal é um dos Estados-membros da União Europeia mais expostos à variação dos preços em resultado do baixo nível de interligações com Espanha e da Península Ibérica com França.

“Este é um tema que se arrasta há muito tempo e em que é essencial encontrar soluções no quadro europeu. Portugal cumpriu escrupulosamente a antecipação do encerramento de produção de eletricidade a carvão. Portanto, é altura de a França cumprir as obrigações que assumiu de permitir o aumento das interconexões”, frisou António Costa.

O líder do executivo disse mesmo que esta matéria “é essencial para o mercado nacional, mas também para que os países do centro da Europa possam ter um adequado “mix” energético e para reforçar a segurança energética da Europa”.

Uma alusão ao objetivo de Portugal de aumentar a entrada pelo porto de Sines de GNL proveniente dos Estados Unidos, tendo em vista permitir que o resto do continente não fique tão dependente do gás da Argélia e Rússia.

 

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