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O Primeiro Ministro António Costa mostrou-se convicto de que será alcançado um acordo com os parceiros europeus para concluir uma interligação energética com a Península Ibérica e anuncia nova reunião com Emmanuel Macron esta semana, antes do próximo Conselho Europeu, agendado para os dias 20 e 21 de outubro.

“As reuniões estão a correr muito bem. Haverá acordo para uma interligação, e será em breve, mesmo que não se chame ‘MidCat’ e tendo outro nome”, disse o Primeiro Ministro português.

António Costa teve uma reunião, na sexta-feira, na capital alemã, com o Chanceler alemão, Olaf Scholz, e com o Primeiro Ministro espanhol, Pedro Sánchez, focada no plano “MidCat”, projeto para ligar e fazer transporte de gás da Península Ibérica ao norte da Europa, que os três países apoiam mas França não, argumentando que não é rentável e que é necessário apostar na energia verde.

No final dessa reunião trilateral, foi emitido um comunicado conjunto que ratifica o compromisso dos três líderes para a diversificação energética, embora sem mencionar esse gasoduto que atravessaria os Pirinéus.

A declaração referia-se a “corredores de gás adequados para o transporte de hidrogénio verde”.

António Costa considerou que a França, apesar da sua oposição ao projeto, “certamente compreende” as razões do apoio à sua construção “e no Conselho Europeu não vai querer ficar isolada nesta posição, que é uma visão comum”, disse.

Marcelo Rebelo de Sousa também considerou “uma questão de bom senso europeu” a França aceitar um gasoduto que ligue a Península Ibérica ao resto da Europa, indicando que seria uma alternativa ao gás russo. “Nós esperamos que seja possível convencer um dia a França, que já esteve próxima de aceitar, a aceitar aquilo que é importante, não é para Portugal, não é para Espanha, é para a Europa. É uma questão de bom senso europeu”, declarou o Presidente da República.

“Temos trabalhado os três (Portugal, Espanha e Alemanha) para que a França se possa mostrar de novo aberta a esta solução (…) À volta do Conselho não vai seguramente querer estar isolada nesta posição que é comum”, apontou António Costa aos jornalistas, assumindo que o executivo de Paris nem sempre esteve contra este projeto.

 

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