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O filme coletivo “As Armas e o Povo”, “documento histórico inestimável” sobre a revolução de Abril de 1974, vai ser exibido no Festival Lumière, que começa no dia 12, em Lyon, França, revelou a Cinemateca Portuguesa.

Naquele festival, dedicado ao património cinematográfico, será exibida uma cópia recentemente digitalizada pela Cinemateca daquele que é descrito como “o mais célebre filme da revolução portuguesa”.

“As Armas e o Povo” é um dos exemplos do cinema militante português realizado pelo então denominado Coletivo dos Trabalhadores da Actividade Cinematográfica, com a participação de nomes como o diretor de fotografia Acácio de Almeida, os realizadores Fernando Lopes, Alberto Seixas Santos e Fernando Matos Silva, o produtor António da Cunha Telles e o realizador brasileiro Glauber Rocha.

O filme foi rodado entre os dias 25 de Abril e 01 de Maio de 1974, com imagens dos portugueses nas ruas nos dias seguintes à revolução, das “grandes movimentações de massas aos discursos de Mário Soares e Álvaro Cunhal e a libertação dos presos políticos”.

No entender da Cinemateca, “As Armas e o Povo” é “um manifesto sobre a relação entre cinema e política, não apenas como mero difusor dos acontecimentos, mas sobretudo como participante ativo do ato revolucionário”.

O filme coletivo, que será editado em DVD pela Cinemateca, será exibido nos dias 14 e 15 naquele festival em Lyon, cidade historicamente ligada aos primórdios do cinema, por causa dos pioneiros Louis e Auguste Lumière.

 

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