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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou o desmantelamento de uma rede que se dedicava ao tráfico ilegal de juvenis de enguia europeia (meixão) para países asiáticos, no âmbito de uma investigação internacional conjunta, que contou com OCLAESP – Office Central de Lutte contre les Atteintes à l’Environnement et à la Santé Publique.

“Nesta investigação, desencadearam-se diversas operações policiais que culminaram na identificação e constituição de 10 arguidos e na apreensão de 137 quilogramas de meixão vivo, cujo valor de mercado ascenderá aos 250 mil euros, aproximadamente”, refere a ASAE em comunicado, sublinhando que esta é uma “espécie protegida”.

Esta autoridade explica que entre novembro de 2018 e abril de 2019 “promoveu uma investigação na área de crime ambiental, visando um conjunto de indivíduos que, de forma organizada, se dedicava ao tráfico ilegal de meixão para países asiáticos”.

“Este grupo dedicava-se à aquisição de meixão ilegal, quer de origem nacional, quer estrangeira (em especial, proveniente da região do norte de Espanha e sul da França) e à sua exportação por via aérea, em voos comerciais nos aeroportos portugueses. Para as exportações, recorriam a cidadãos de origem asiática, que assumiam o papel de ‘correios’ e, perante contrapartidas financeiras, transportavam meixão vivo no interior de malas de viagem, despachadas e transportadas nos porões das aeronaves, com destino à China e Vietname”, descreve a ASAE.

A nota conta que as malas de porão “estavam já preparadas e adaptadas previamente para o transporte dissimulado de meixão vivo, recorrendo, por exemplo, a malas térmicas e à colocação de garrafas de água congelada, para manter a temperatura baixa no seu interior e, assim, manter o maior número de espécimes vivos durante a viagem”.

As investigações em Portugal decorreram integradas num quadro de cooperação internacional conjunta, tutelada pela Europol e envolvendo, em particular, a ASAE, o serviço de proteção ambiental (SEPRONA) da Guarda Civil Espanhola e o serviço OCLAESP da Gendarmerie Nationale (francesa), “que mantiveram um permanente contacto operacional”.

No âmbito desta operação realizaram-se três detenções em flagrante delito. Foram ainda executados três mandados de busca, incluindo a uma residência, na zona de Cascais, onde funcionaria a base logística de apoio à receção, preparação e expedição do meixão.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica diz que as investigações ainda prosseguem.

 

Linda de Suza 19/20
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