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No próximo domingo, dia 15, celebramos a Assunção da Virgem Santa Maria. É uma festa muito antiga (celebrada no oriente já no início do século V) e no entanto, é extremamente difícil descrevê-la.

Em novembro de 1950, o papa Pio XII definiu desta forma o mistério que celebramos nesta solenidade: «a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial».

A Igreja afirma esta realidade, este dogma, desta forma e depois faz silêncio.

Este milagre aconteceu como? Onde? Quando?

Não sabemos.

Durante a Santa Missa, escutaremos no Prefácio (antes do cântico do “Sanctus”) que Maria:

«(…) é a aurora e a imagem da Igreja triunfante,

ela é sinal de consolação e esperança

para o vosso povo peregrino.

Vós [Deus Pai] não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo

Aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida».

 

Eu acrescento: Maria é a primeira dos ressuscitados; a primeira a ter conhecido a totalidade do destino de cada homem. A Assunção da Virgem Santa Maria é a festa de todos os discípulos que caminham com dificuldade, como se a Igreja nos quisesse mostrar a meta, o ponto de chegada, o pico que queremos alcançar. Esta solenidade é uma verdadeira graça, que acolhemos com alegria, principalmente neste período marcado por tantas incertezas, angústias e preocupações.

Possa esta festa recordar-nos que, no final dos nossos dias, «terminado o curso da vida terrestre», Deus Pai, cuja «misericórdia se estende de geração em geração», não esquecerá os seus filhos.

E a morte – inevitável e incontornável – não terá a última palavra.

 

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