Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.
Donativos LusoJornal

 

O Ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, defendeu ontem, em Lisboa, que a União Europeia (UE) deve ter como objetivo estratégico o investimento em tecnologia e inovação para “reconciliar” o progresso económico pós-crise com a sustentabilidade ambiental.

Apontando a necessidade de os Estados-membros acordarem “num só objetivo” estratégico para o futuro da UE, Bruno Le Maire argumentou que o bloco europeu deve “trabalhar em conjunto e não uns contra os outros” para “ser líder em tecnologia”.

“O nosso objetivo deverá ser investir mais em tecnologia e inovação”, porque “a inovação é a única forma de reconciliar o progresso económico com a sustentabilidade ambiental”, afirmou o Ministro francês na Cimeira da Recuperação, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e marca o final da Presidência portuguesa do Conselho da UE.

Segundo Bruno Le Maire, a Europa “pode ser protagonista em tecnologias de inteligência artificial em pé de igualdade com a China e os Estados Unidos”, podendo ainda “entrar na corrida da computação quântica, mesmo não sabendo onde a levará”.

O responsável, que também tutela as Finanças e a Recuperação francesas, sublinhou que a união entre os 27 é “chave” para o correto financiamento das ‘startups’ europeias, pois, para acederem a capitais, estas têm de ir aos Estados Unidos ou outros continentes “por não haver uma UE de mercados de capitais”.

“A UE não deverá estar sistematicamente atrás dos EUA e da China. Somos parceiros em pé de igualdade, não parceiros juniores”, acrescentou.

Le Maire salientou, nesse sentido, a necessidade de a Europa “assumir mais riscos” e não deixar que outros assumam o seu lugar, visto que “os outros não serão tão tímidos nem tão humildes”.

“Se assentarmos nos princípios de mais ambição, mais solidariedade, mais determinação, se adotarmos o mesmo objetivo estratégico, investindo na tecnologia e inovação, estou convencido que iremos formatar o século XXI”, concluiu.

A Cimeira da Recuperação, o último evento político da presidência portuguesa do Conselho da UE, decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, sob a organização do Ministério das Finanças.

 

Portugal, Eslovénia e França lançam grupo de reflexão sobre economia

O Ministro português de Estado e das Finanças, João Leão, anunciou que as presidências portuguesa, eslovena e francesa da UE irão lançar um grupo de reflexão sobre a economia europeia, dando continuidade à discussão da Cimeira da Recuperação.

“A presidência portuguesa, em conjunto com as presidências eslovena e francesa, que sucedem a presidência portuguesa, acordaram a criação de um grupo de peritos de alto nível que irá dar continuidade à reflexão aqui iniciada”, disse João Leão no arranque da Cimeira da Recuperação, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

No início do evento que encerra a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, o Ministro adiantou que o grupo de peritos, “que será formado nas próximas semanas, irá refletir sobre o legado da crise, das medidas necessárias para promover o crescimento potencial da economia europeia, e dos moldes em que a política económica da União Europeia poderá responder a este propósito”.

“Até ao final do ano, pretendemos apresentar um trabalho realizado por este grupo de peritos”, concluiu João Leão, vaticinando “uma recuperação da economia europeia robusta, sustentável e que não deixe ninguém para trás”.

Na sua intervenção de abertura na sessão sobre como “Reformar a economia europeia pós-Covid”, que conta com a participação dos ministros esloveno e francês com a pasta das Finanças, o governante português apontou ainda várias lacunas na economia europeia. “De acordo com o Fundo Monetário Internacional [FMI], em 2022, o PIB [Produto Interno Bruto] da União Europeia deverá situar-se cerca de três pontos percentuais abaixo do que se teria verificado se não tivesse havido uma crise pandémica”, apontou.

 

Comunidade
X