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Portugal e França vão continuar a ser alvo de “análise aprofundada” em 2020 devido aos seus desequilíbrios macroeconómicos, juntamente com 11 outros Estados-membros, incluindo as cinco maiores economias da zona euro, anunciou a Comissão Europeia.

Já com o novo executivo em funções, a ‘Comissão Von der Leyen’ adotou na sua reunião do colégio, em Strasbourg, a segunda parte do Pacote de Outono do semestre europeu de coordenação de políticas económicas – em novembro, a Comissão cessante limitara-se a publicar os pareceres sobre os projetos orçamentais –, incluindo o Relatório sobre o Mecanismo de Alerta (RMA), que identificou 13 Estados-membros que devem ser sujeitos a análises aprofundadas no próximo ano por apresentarem “desequilíbrios macroeconómicos”.

Além de Portugal, integram esta lista as cinco maiores economias da zona euro – Alemanha, França, Itália, Espanha e Holanda -, e ainda Bulgária, Croácia, Chipre, Grécia, Irlanda, Roménia e Suécia.

A Comissão aponta que todos estes Estados-membros já foram sujeitos a uma análise no anterior ciclo anual de procedimentos por desequilíbrios macroeconómicos, que revelou que todos eles tinham “desequilíbrios” ou “desequilíbrios excessivos”, razão pela qual permanecerão sob análise, para determinar se os mesmos estão a ser corrigidos.

Sublinhando que as previsões macroeconómicas apontam para um crescimento económico moderado na Europa e para um contínuo aumento dos riscos, Bruxelas argumenta que os Estados-membros devem redobrar os seus esforços na correção dos respetivos desequilíbrios, de forma a colocarem as suas economias numa posição mais forte para fazer face aos desafios de longo prazo.

“A Comissão apresentará as conclusões destas análises aprofundadas nos relatórios por país, que serão publicados como parte do Pacote de Inverno do Semestre Europeu”, no final de fevereiro, indica o executivo comunitário.

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