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O Presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, disse ao LusoJornal que quer dinamizar as estruturas do Partido no estrangeiro e quer ter verdadeiros “embaixadores do CDS-PP” nas Comunidades.

“A nossa Direção foi eleita em janeiro de 2020 e em Portugal nós temos tido um aumento significativo de militantes desde essa data. Já temos mais de um milhar de novos inscritos desde há 1 ano para cá, o que nos tem permitido renovar as fileiras do CDS e essa era um dos meus propósitos” disse ao LusoJornal numa entrevista-vídeo, sublinhando que quer “apresentar um Partido de futuro, com novos intérpretes, para se apresentarem aos eleitores com outro perfil, diferente daquele que tem acontecido nos últimos anos. O mundo é feito de mudança e mudar para melhor é sempre positivo”.

Francisco Rodrigues dos Santos diz que está a reforçar a rede de estruturas do Partido em todos os concelhos do país, quer dinamizando as estruturas existentes, quer criando já mais de 60 novas estruturas. O Presidente do Partido destacou a importância da renovação de quadros “não só para uma transição geracional, mas também para uma transição de protagonistas”.

Apesar disso, há uma franja do Partido que pede um novo Congresso do CDS-PP, apesar de Francisco Rodrigues dos Santos afirmar que está a preparar as eleições autárquicas e quer apresentar listas em todos os concelhos do país, “se possível”.

“Temos agora Coordenadores distritais que estão a preparar a formação das listas autárquicas, mas também a fazer a prospeção de gente interessada, que se identifique com os valores do Partido, para representar o CDS a nível local”.

“No estrangeiro a nossa lógica é a mesma, mesmo se o legado que nós temos do passado não é tão sólido como o que existe a nível nacional” diz o Presidente do Partido que referiu a contribuição “histórica” de Isaías Afonso e a escolha da lusodescendente Mélissa da Silva para conduzir a lista do CDS-PP nas últimas eleições legislativas pelo círculo eleitoral da Europa.

“Estamos a procurar que a Comunidade portuguesa na diáspora esteja mais presente, com a formação de estruturas do CDS, que sejam embaixadores do Partido no estrangeiro, essa é a designação correta”.

Na realidade o Partido só tem aparecido nas Comunidades em altura de eleições e Francisco Rodrigues dos Santos está consciente que é necessário mudar esta situação. “Essa é efetivamente uma das nossas lacunas, mas nós ainda só temos um ano de mandato, não conseguimos chegar a todo o lado ao mesmo tempo” e as eleições autárquicas em Portugal são a grande prioridade do momento.

“Com toda a franqueza, mais do que a quantidade, temos que privilegiar a qualidade dos núcleos dos CDS e isso demora mais tempo. Não interessa só dizer que nós temos uma representação em França, se depois a pessoa não se identifica com o Partido, se não for um bom interlocutor do CDS, se não tiver o perfil, a notoriedade, a competência que nós queremos ter a nível da nossa representação” disse ao LusoJornal. Mas espera que daqui até meados deste ano a estrutura do Partido nas Comunidades e em particular em França, seja uma realidade. “Os Partidos não podem aparecer nos círculos eleitorais só nas campanhas eleitorais, têm que ter um trabalho regular, permanente, estruturado com a população, para poder depois obter a sua confiança. Isso tem falhado ao longo dos últimos anos, é algo que nós temos de corrigir”.

 

Voto presencial é inaceitável

Na entrevista ao LusoJornal, Francisco Rodrigues dos Santos disse que é de Oliveira do Hospital e que tem muitos parentes emigrados em vários países, não apenas da Europa, mas também na América do Norte. “A emigração é o nosso maior cartão de visita, é gente que está longe das famílias, mas é reconhecida pela sua competência nos países de residência”.

“Os nossos Portugueses sentem uma pulsão sentimental pelo nosso país de forma muito intensa, é muito profunda, e diria que a distância a Portugal é diretamente proporcional ao amor que sentem pela nossa terra, pelas nossas tradições e pelas nossas gentes, e conseguem recriar o nosso país precisamente nos sítios onde se encontram a trabalhar e a residir. Eu constatei isso nos Estados Unidos, no Canadá, em França, no Luxemburgo, na Bélgica, onde tive encontros com Portugueses”.

Por isso mesmo, o Presidente do CDS-PP considera “inaceitável e até vergonhoso, que os Portugueses residentes no estrangeiro não possam votar por correspondência. A maioria não consegue votar de forma presencial, é impossível isso acontecer. Isso significa que muitos deles são impedidos de votar, o que acaba por ser um sistema antidemocrático porque afasta essas pessoas de exercer esse direito constitucional que é o voto”.

Na opinião de Francisco Rodrigues dos Santos, isto acontece porque “há uma grande desconfiança face ao voto por correspondência” e “há sempre uma suspeita de que não se respeita a legalidade e a constitucionalidade desse mesmo voto”.

“Temos de contrariar isso” disse na entrevista ao LusoJornal, não descartando a hipótese do voto eletrónico.

Francisco Rodrigues dos Santos considera que “é necessário que haja uma revisão da lei eleitoral para que as discriminações sejam corrigidas”.

“Evidentemente o CDS está disponível para esse debate, mas nós apenas temos 5 Deputados” desabafa o jovem líder, para reforçar o papel dos dois maiores Partidos do Parlamento, o PS e o PSD.

 

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