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Ainda não é desta vez que o Cemitério Militar Português de Richebourg é inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO. A candidatura não foi apresentada por Portugal, mas sim pela França e pela Bélgica, englobando 139 cemitérios militares, necrópoles e monumentos evocativos na Bélgica e em França, lugares funerários e memoriais da Grande Guerra de 1914-1918.

Nesta lista estava o Cemitério Militar Português de Richebourg, no norte de França, onde estão sepultados 1.831 soldados que morreram no conflito e onde ainda recentemente estiveram juntos os Presidentes da república de França e de Portugal.

A decisão da Unesco foi adiada para 2021.

O adiamento não tem a ver propriamente com a qualidade e os argumentos da candidatura, mas sim com a temática ela própria, porque a temática da Memória é nova na UNESCO, segundo Marie-Madeleine Damin, a Secretária Geral da associação que apresentou candidatura.

O Comité do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) esteve reunido em Manama, no Bahrein, desde 24 de junho, e os trabalhos terminaram ontem. Durante esta sessão, o Comité inscreveu 19 novos sítios na lista, 13 deles culturais, 3 naturais e 2 de perfil misto, perfazendo atualmente a lista um total de 1.092 sítios, em 167 países.

A candidatura franco-belga que ficou de fora integra 139 cemitérios militares, necrópoles, memoriais, na Bélgica e em França, entre os quais a Porte de Menin em Ypres, na Bélgica, o Memorial Canadiano de Vimy, no Pas-de-Calais, a Necrópole de Notre Dame-de-Lorette, também no Pas-de-Calais, o Cemitério Militar Português de Richebourg e o sitio da Batalha de Verdun, entre muitos outros.

 

 

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