Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

Esta sexta-feira, dia 12 de junho, às 14h00, vai ter lugar a cerimónia fúnebre do empresário Cândido Faria, na Igreja de Saint Justin, em Levallois-Perret. O corpo segue depois para Portugal, onde vai ser enterrado no dia seguinte, em Riba d’Aves, no concelho de Famalicão.

Cândido Faria faleceu esta semana em Paris, onde vivia desde os 12 anos de idade. Comendador da Ordem de Mérito desde 2016 – condecoração que lhe foi entregue em Champigny pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa – ficou conhecido por ter apoiado projetos culturais na Comunidade portuguesa.

“Pela primeira vez, durante tantos anos de emigração, ouvira um jovem empresário a dizer que tinha ganhado dinheiro na sua vida profissional graças à cultura” diz o ex-livreiro João Heitor ainda abalado com a notícia da morte de Cândido Faria. “Não andou em grandes escolas ou universidades. Veio com 12 anos para a França e começou a trabalhar aos 16 anos”.

José Dias, um outro empresário com quem almoçava quase todas as semanas explicou ao LusoJornal que Cândido Faria gostava de ajudar a Comunidade. “Estava sempre presente, mas não queria que isso fosse publicitado. Dizia que se deve dar com a mão direita e que a esquerda não veja. Tinha um coração enorme”.

Mas José Dias confessa também que Cândido Faria “estava desiludido com a Comunidade. Dizia que uns fazem e outros tiram o proveito. Uns promovem e outros promovem-se”. Diz mesmo que “nestes últimos anos, retirou-se da Comunidade, cansado por muita ingratidão”.

Muitos projetos da Comunidade ficam, contudo, ligados a Cândido Faria, como por exemplo a sala polivalente da Casa de Portugal André de Gouveia, na Cidade universidade de Paris, a Casa do Benfica de Paris, a Casa de Portugal de Plaisir ou a pintura recente da Igreja de Gentilly.

“A Comunidade portuguesa em França ficou mais pobre. Não me conformo e choro” conclui João Heitor.

 

Comunidade
X