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O realizador Tiago Guedes está na fase de pós-produção da série “Glória”, que rodou para a plataforma Netflix e tem atualmente em marcha o filme “Restos” [“Traces” em francês], pela produtora Leopardo Filmes, um drama sobre um homem que ficou com um problema mental depois de ter sido brutalmente espancado na adolescência, numa aldeia transmontana.

O filme aborda os rituais pagãos de passagem ao estado adulto numa aldeia de Trás-os-Montes, em que Laureano é brutalmente espancado por três outros adolescentes. 25 anos depois, este rapaz é hoje um homem de quase 40 anos, marginalizado da sociedade e tratado como “o doido da aldeia”, mora sozinho numas ruínas, rodeado de cães vadios.

Primeira vez desde há muitos anos, os três adolescentes que lhe bateram, agora adultos, juntaram-se na aldeia para a Festa do S. João. Mas o filho de um deles foi encontrado morto, atacado por uma manada de cães abandonados.

“Restos”, que conta com argumento de Tiago Rodrigues e deverá ser rodado ainda este ano, recebeu apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), mas também canal francês Arte.

O ICA atribuiu este ano, nos dois concursos que realizou, 3,8 milhões de euros de apoio a oito projetos de longa-metragem de ficção (mas concorreram 23 projetos). No mesmo concurso de 2019, tinham sido apoiados seis projetos com 3,6 milhões de euros.

Para além de “Restos” de Tiago Guedes, o ICA apoia este ano os filmes “Gran Tour” de Miguel Gomes, “Vidros no asfalto” de Edgar Pêra, “Sob a chama da candeia” de André Gil Mata, “Malcriado” de Vicente Alves do Ó, “Um filme em forma de assim” de João Botelho, “Projeto global” de Ivo M. Ferreira e “O pior homem de Londres” de Rodrigo Areias.

 

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