Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.
Donativos LusoJornal

 

O corpo sem vida de uma lusodescendente de 46 anos foi encontrado na sexta-feira à noite pela Gendarmerie em sua casa em Beire-le-Châtel (Côte d’Or), antes do corpo do companheiro ser descoberto no sopé de um viaduto.

A Gendarmerie da Côte d’Or foi alertada na sexta-feira à noite por uma mulher. Segundo ela, o ex-marido tinha acabado de lhe contar que tinha “matado a sua atual companheira e que ia acabar com a sua própria vida”, disse o Ministério Público de Dijon num comunicado divulgado ontem.

Quando os Gendarmes foram a casa da vítima em Beire-le-Châtel, descobriram o corpo sem vida da mulher, esfaqueada, com duas facas de cozinha ensanguentadas no local.

O veículo do homem, então ativamente procurado, foi encontrado vazio, a cerca de 60 quilómetros de distância do local do crime, na autoestrada A6, perto de Pouilly-en-Auxois. O corpo do homem, também com 46 anos, foi descoberto pouco depois, junto a um viaduto da autoestrada “do qual, obviamente, se tinha atirado”, informou a procuradoria de Dijon.

Uma autópsia realizada no domingo revelou que o corpo da mulher apresentava “15 ferimentos causados por duas facadas”, localizados “no peito e no pescoço”, acrescentou o Ministério Público.

Não houve queixas, nem processos em curso por violência doméstica anterior no seio do casal, adiantou a mesma fonte, referindo no entanto que o homem tinha sido condenado, em julho de 2017, a uma multa por violência contra a ex-mulher.

A vítima, Glória Lourenço, é lusodescendente, filha de Joaquim Lourenço, membro ativo e dirigente da Associação Luso-Francesa-Europeia (ULFE) de Dijon. Deixa um filho, Matheo, de 8 anos, fruto de uma antiga relação. A Comunidade portuguesa de Dijon diz-se em estado choque.

 

Comunidade
X