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O jovem artista Chris Ribeiro, que reside em Strasbourg, viu, como muitos outros artistas, muitos dos seus concertos anulados, alguns dos quais nos Estados Unidos.

Confinado em casa, com a namorada, não deixa de trabalhar e anuncia ao LusoJornal que aproveita para avançar no projeto de um novo álbum.

O último álbum de Chris Ribeiro, “Vida” já data de agosto de 2018.

 

Como está a viver este período de confinamento?

Nasci e ainda vivo em França, e como o Governo indicou, temos de ficar em casa, eu e a minha namorada. Por isso respeitamos as medidas que foram tomadas pelo país. Tentamos trabalhar de casa, eu na música e ela em ‘teletrabalho’.

 

Teve muitos concertos anulados?

Sim, realmente, tivemos uma média de 15 datas canceladas, em França, nos Estados Unidos, em Portugal… É frustrante!

 

Quando espera regressar à atividade?

Se Deus quiser, em agosto. Mas estamos à espera das informações que nos darão os Governos de França, dos Estados Unidos e de Portugal.

 

Durante este período tem aproveitado para preparar alguma novidade?

Sim, sempre que posso aproveito para trabalhar novas músicas e estamos a cozinhar um novo álbum com a equipa. Mesmo à distância, dá para trabalhar. Obviamente que o processo é mais lento, mas fazemos todos os possíveis para não ficar parados a nível de produção musical.

 

Está preocupado com a situação atual de pandemia?

Acho que todos nós estamos. Tenho amigos que foram contaminados. Graças a Deus, ficaram ou vão ficar bem, mas sei que alguns perderam familiares. O facto de não podermos ver a família e os amigos é complicado, mas se é para salvar a saúde de cada um, é melhor assim…

 

Quando esta situação passar, o que espera do “novo mundo” que há de vir?

Sinceramente, espero que abrimos os olhos, porque esta situação também teve o seu lado bom. Foi preciso uma «tragédia sanitária» e estarmos fechados em casa, para termos mais tempo para as nossas famílias (em Visio-chamadas), para descobrir vizinhos que nem sequer sabíamos que existiam… Mas o mais impressionante com isto tudo, é que muitas pessoas começaram a ajudar os seus próximos. E é isso que eu espero do ‘novo mundo’.

 

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