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É unânime que o impacto económico da crise causada pela pandemia do Covid-19 vai ser dramático para muitas empresas. O setor bancário está na ‘interface’ entre as medidas prometidas pelo Governo e anunciadas pelo Presidente Emmanuel Macron, e as milhares de empresas que necessitam de apoio durante (e depois) esta paragem forçada das suas atividades.

Carlos de Freitas, o Diretor comercial e membro do Diretório do CIC Iberbanco foi o primeiro a aceitar responder às perguntas do LusoJornal.

 

Neste período de confinamento, o CIC Iberbanco continua com agências abertas?

As nossas agências permanecem fisicamente abertas com conselheiros presentes para receber os nossos clientes para assuntos importantes e urgentes. Os horários foram adaptados e as condições de acolhimento foram reexaminadas para garantir a segurança e a saúde dos empregados protegendo ao mesmo tempo a continuidade da nossa atividade e a gestão das urgências. Estamos mais comprometidos do que nunca ao lado dos clientes e vamos adaptar-nos em tempo real para responder aos desafios que poderiam surgir para apoiar os nossos clientes.

 

Qual o impacto da pandemia do Covid-19 para o banco e para os seus clientes?

A pandemia atual produziu uma onda de choque a nível mundial. Fiéis aos nossos valores de proximidade, de responsabilidade e de solidariedade, estamos prontos para acompanhar os nossos clientes particulares em dificuldade e para apoiar nossos 10.000 clientes profissionais ou empresas nesta crise inédita.

 

E de que forma é feito esse acompanhamento?

Mobilizados ao lado de cada um dos nossos clientes com um compromisso excecional, os nossos conselheiros e diretores anteciparam as medidas de acompanhamento do Estado contactando os clientes para detetar as suas necessidades, encontrar uma solução personalizada às suas dificuldades e aos seus projetos, e perenizar assim as suas atividades. Temos de resto de reconhecer e agradecer calorosamente as equipas do CIC Iberbanco que demonstram um empenhamento total em circunstâncias excecionais. Sem elas, este dispositivo de emergência para proteger a atividade dos clientes e assegurar a nossa missão de serviço essencial não seria possível.

 

Em que consiste este dispositivo de emergência de que fala?

Medidas específicas complementares às medidas de acompanhamento estabelecidas pelo Estado foram implementadas para os clientes profissionais e empresas como o adiamento automático e sem despesas até setembro ou outubro das mensalidades de crédito, a suspensão das prestações de locação financeira ou ainda o adiamento das contribuições dos contratos de seguros (auto, multirrisco profissional, previdência, saúde…) até ao princípio de maio. Os nossos clientes particulares têm a possibilidade de modular ou suspender as suas mensalidades de empréstimo. Outras medidas foram aplicadas como o serviço “e-retrait” para os clientes sem cartão bancário que desejam levantar dinheiro nos distribuidores das agências do CIC ou das Caixas de Crédit Mutuel. O CIC Iberbanco faz parte de um grupo sólido financeiramente que nos permite também tecnicamente estar perto dos nossos clientes durante o confinamento atual.

 

Qual o apoio, em termos de tesouraria, que o banco dá às empresas clientes?

A urgência é assegurar a tesouraria dos nossos clientes profissionais e empresas e pagar os salários dos seus empregados. Para beneficiar do empréstimo de tesouraria garantido pelo Estado, após ter obtido um pré-acordo junto de uma das nossas agências, devem descarregar um certificado no site de Bpifrance e obter um número de identificação depois de ter especificado diversas informações. O dispositivo é válido até ao fim do ano e todos os esforços foram realizados para reduzir ao máximo os prazos de tratamento dos pedidos.

 

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