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O Partido Social Democrata (PSD) questionou ontem o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, sobre a vacinação de funcionários da rede consular, defendendo a criação de um plano “ambicioso” que garanta condições de trabalho.

Numa pergunta ao Governo, os Deputados sociais-democratas eleitos pelo círculo Fora da Europa, José Cesário, e Europa, Carlos Gonçalves, assinalam que importa “assegurar o máximo de condições de trabalho” da rede diplomática e consular, “independentemente de serem diplomatas, técnicos, administrativos, auxiliares ou simples colaboradores terceirizados”.

“Sabemos bem que já houve casos de colaboradores de postos que foram contagiados ao longo deste ano, tendo sido obrigados a suportar a expensas próprias os respetivos tratamentos”, expõem na pergunta ao executivo, a que a Lusa teve acesso.

“Neste contexto, importa que o Governo defina um plano suficientemente ambicioso que permita garantir o máximo de condições de trabalho a todos os funcionários que exercem funções nesta rede, defendendo-os do risco de contaminação, disponibilizando, para tal, vacinas e condições de tratamento para aqueles que adoecerem”, destacam os dois Deputados na questão dirigida a Santos Silva.

Os Deputados sociais-democratas consideram que, “se tal não se verificar”, está em risco o “colapso total desta rede, com óbvios prejuízos para o país e para os seus utentes”.

Dessa forma, José Cesário e Carlos Gonçalves perguntam ao Ministro “quando pensa o Governo adotar um plano de vacinação para a Covid-19 dirigido aos mais variados funcionários e demais colaboradores que exercem funções” na rede diplomática consular e se “está previsto o acesso destes funcionários a vacinas idênticas às utilizadas presentemente em Portugal” para os funcionários da administração portuguesa e para o público em geral.

Os dois Deputados questionam ainda o Governo se este pretende “incluir os familiares diretos destes funcionários, que vivem no respetivo agregado familiar, neste possível plano de vacinação”.

Os sociais-democratas perguntam também ao executivo se este admite abranger todo o universo de colaboradores dos serviços periféricos externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, “particularmente os que se encontram em serviço fora do espaço da União Europeia, por seguros de saúde idênticos aos que já hoje são disponibilizados a alguns dos servidores do Ministério”, como diplomatas.

 

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