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O Instituto Cultural franco-brasileiro Alter’Brasilis organiza, no âmbito dos seus eventos literários, um encontro com o tradutor Dominique Stoenesco (na foto) que apresentará o livro «Mon cher cannibale» d’Antônio Torres, esta sexta-feira 29 de setembro, a partir das 19h00.

Em «Meu Querido Canibal» o autor brasileiro debruça-se sobre a vida do líder indígena Cunhambebe para traçar um painel das primeiras décadas de história brasileira.

Considerado o mais valente dos nativos que lutaram contra a escravidão ou morte proposta pelos colonizadores, Cunhambebe, que, presumivelmente, morreu entre 1554 e 1560, era o mais temido e adorado guerreiro índigena e sua vida acabou sendo envolta em mitos.

O livro acompanha a criação, apogeu e massacre da Confederação dos Tamoios, a organização social das tribos, o modo de vida, a ligação com os piratas franceses, o papel ambíguo de Anchieta, as mentiras e trapaças dos conquistadores, a fundação sangrenta da cidade do Rio de Janeiro, entre muitos outros temas que não estão nos livros escolares.

Antônio Torres nasceu em 1940, em Junco, interior da Bahia. Estudou em Salvador, onde ingressou no Jornal da Bahia. Aos 20 anos mudou-se para São Paulo, onde foi repórter e chefe de reportagem do jornal Última Hora. Trocou o jornalismo pela publicidade, trabalhando como redator publicitário em grandes agências brasileiras.

Estreou-se na literatura em 1972, com o romance «Um cão uivando para a lua». Em 1976, publicou «Essa terra, seu maior sucesso». Também é autor de «Balada da infância perdida», «Os homens de pés redondos», «O cachorro e o lobo», entre outros.

Em 1998, foi condecorado pelo Governo francês com as insígnias de Chevalier des Arts et des Lettres. Em 2000, recebeu o prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra.

Um pouco mais novo, Dominique Stoenesco, nasceu em 1944, em Besançon. Foi professor de português no Ensino secundário público na região parisiense e também na Faculdade de Direito de Paris XII.

Membro fundador da revista Latitudes – Cahiers lusophones é também colaborador habitual do LusoJornal.

Traduziu vários livros de autores lusófonos e é membro correspondente da Academia de Letras de Salvador da Bahia.

O encontro será animado pela jornalista e escritora Mazé Chotil.

 

 

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