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A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) vai apresentar nesta quinta-feira 23 de maio, em Lisboa, uma estátua em bronze de Eduardo Lourenço, da autoria de Leonel Moura, para celebrar o seu 96º aniversário. Eduardo Lourenço, em França, recebeu três condecorações.

De acordo com a organização, a estátua do filósofo, que ficará nos jardins da sede da UCCLA, em Lisboa, tem como base o protótipo que foi apresentado no Centro Nacional de Cultura, em 2016, e na União, em 2017.

Este protótipo foi realizado a partir da digitalização do próprio Eduardo Lourenço e posteriormente impresso em 3D, juntando mais de 100 peças.

A estátua, fabricada na Fundição Lage de Vila Nova de Gaia, tem 210 centímetros de altura e pesa cerca de 800 quilos.

Nascido a 23 de maio de 1923, em São Pedro de Rio Seco, concelho de Almeida, distrito da Guarda, Eduardo Lourenço frequentou o Curso de Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde concluiu a licenciatura com uma dissertação com o título “O Sentido da Dialética no Idealismo Absoluto”.

Assumiu as funções de professor assistente nessa Universidade, cargo que desempenhou até 1953, e publicou, em edição de autor, o seu primeiro livro, “Heterodoxia I”, em novembro de 1949.

Nos últimos anos, Eduardo Lourenço recebeu muitas e diversas distinções, entre as quais o Prémio Camões (1996), Prémio Pessoa (2011), o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora (2001) e a Medalha de Ouro da Cidade de Coimbra (2001). O filósofo também recebeu o grau de Oficial da Ordem de Mérito (1996) e de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras (2000), e Ordem Nacional da Legião de Honra (2002), ambos pelo Governo francês.

Recorde-se que Eduardo Lourenço realizou um estágio na Universidade de Bordeaux em 1949. Depois Eduardo Lourenço foi professor na Universidade de Nice, no Sul da França, mas igualmente leitor de Cultura Portuguesa na Universidade de Montpellier e na Universidade de Grenoble.

Em 2018, a sua obra “O Labirinto da Saudade” foi adaptada ao cinema por Miguel Gonçalves Mendes, estabelecendo numa viagem pelo interior da sua mente.

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