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A Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, abre nesta sexta-feira um ciclo com o título “Povos em movimento – migração, exílio, diáspora” que terá um epílogo em maio exclusivamente centrado na emigração e na diáspora portuguesa em França, com uma programação específica a anunciar e que incluirá um debate.

Entretanto a curta-metragem centenária “O emigrante”, de Charles Chaplin, de 1917, abre na sexta-feira o ciclo programado pela Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. A curta-metragem de Charles Chaplin, “um dos mais célebres indivíduos a terem emigrado para os Estados Unidos”, será exibida em diálogo com “A emigrante” de 2013, de James Gray e com a atriz francesa Marion Cotillard.

O ciclo decorrerá até ao começo de maio com uma escolha de filmes que abarcam cem anos de cinema e de História, com ficções, documentários, ensaios e raridades.

“O princípio geral foi o de olhar a forma como o cinema representou os principais movimentos gerados por causas económicas e políticas que marcaram o século XX e que estão a marcar este início de século, com alguns antecedentes no período imediatamente anterior”, refere a Cinemateca na programação de março.

Pela Cinemateca irão passar ainda “Emigrantes” (1948) de Aldo Fabrizi, “As vinhas da ira” (1940) de John Ford, “Rocco e os seus irmãos” (1960) de Luchino Visconti, “A promessa” (1996) dos irmãos Dardenne, “Reminiscences of a journey to Lithuania” (1972) de Jonas Mekas, recentemente morto, “A grande cidade” (1966) do Brasileiro Cacá Diegues, e “América, América ” (1963) de Elia Kazan.

“As vastas diferenças que existem entre estes filmes espelham o modo como o fenómeno das migrações se refletiu no cinema, o que é um claro indício de como este fenómeno foi visto através dos tempos: De modo idealizado, nas ficções clássicas ou modernas, ou na crueza que este tema sempre suscita nos documentários”, sustenta a Cinemateca.

O ciclo não esquecerá países como Portugal “que durante séculos foram terras de emigração, foram bruscamente transformados em espaços de imigração”, tendo sido incluídos alguns filmes, entre os quais “Lisboetas” (2004) de Sérgio Tréfaut, e “Fantasia Lusitana” (2010) de João Canijo.

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