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Os Emigrantes Lesados Unidos (ELU) voltam a convocar uma manifestação neste sábado, dia 14 de setembro, às 10h30, em frente da Embaixada de Portugal em França, solicitando o reembolso total das economias que depositaram no BES.

Segundo os organizadores, a Préfecture de Police de Paris já autorizou oficialmente esta manifestação.

“Tal como em todas as manifestações prévias que organizámos em Paris, independentemente de quaisquer associações de que os emigrantes lesados não confiam mais desde o verão de 2017, reclamamos que seja devolvida as poupanças conseguidas depois de uma vida de sacrifícios fora de Portugal” diz uma nota enviada às redações. “No dia 11 de junho de 2016, o Primeiro Ministro António Costa disse que os emigrantes foram enganados pelo BES. Essas declarações tiveram ainda mais peso porque decorreram em Champigny, perto de Paris e lugar sagrado, onde os nossos pais chegaram para viver na miséria dos bairros de lata”.

Os Emigrantes Lesados Unidos lembram as promessas do PS, feitas nomeadamente por Carlos César em março de 2015. “Aproveitamos das eleições legislativas de 2019 para relembrar aos nossos governantes socialistas as promessas de 2015”.

“A 31 de maio de 2019, a Comissão Liquidatária do Banco Espírito Santo não reconheceu os emigrantes lesados como credores do BES enquanto reconheceu, segundo a imprensa, Ricardo Salgado (ex-dirigente do BES) como credor comum. Uma situação incrível” diz o comunicado.

O documento é assinado por Carlos Costa dos Santos, Coordenador dos Emigrantes Lesados Unidos (ELU). “O BES não era só intermediário, mas deu também a sua garantia segundo a qual reembolsava os emigrantes lesados. Mais de que uma promessa de reembolso, é o mecanismo de venda/recompra que o BES já praticava há anos com a clientela emigrante. Foi essa garantia que obrigou a auditoria e a direção financeira do BES SA a constituir uma provisão nas contas de liquidação do BES. Em contabilidade, uma provisão é um passivo ao mesmo título que qualquer dívida”.

Mas Carlos Costa dos Santos diz que o objetivo é também “denunciar a corrupção atual em Portugal e os casos onde grandes devedores de estabelecimentos de crédito foram perdoados enquanto os emigrantes lesados – a quem foram comercializados produtos de alto risco sem o devido dever de informação – não foram ressarcidos”.

Em comunicado, Carlos Costa dos Santos afirma que nenhuma solução foi ainda encontrada para os produtos Euro Aforro 10 e EG Premium desde a queda do BES em agosto 2014. “Os clientes do BES ficaram com 0% do capital inicialmente investido em Euro Aforro 10 e EG Premium”.

“A luta iniciou há cinco anos, mas a nossa determinação é intacta e íntegra. Nunca desistiremos da nossa luta mais que justa” e por isso quer organizar uma manifestação por mês em frente da Embaixada de Portugal.

 

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