Emmanuel Macron condenou incidentes em Brasília e assegurou “apoio inabalável” da França

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O Presidente da República francesa, Emmanuel Macron, condenou ontem os incidentes que aconteceram em Brasília, quando um grupo de militantes apoiantes de Bolsonaro invadiu, este domingo, o Congresso, o Palácio presidencial e o Supremo tribunal federal.

Uma semana depois da cerimónia que levou Lula da Silva a assumir novamente as funções de Presidente da República, centenas de apoiantes de Jair Bolsonaro, que recusam precisamente a vitória de Lula da Silva, entraram nos palácios que correspondem aos três símbolos do Estado e destruíram o mobiliário e obras de arte no interior.

Emmanuel Macron apelou “ao respeito pelas instituições democráticas” e sublinhou o “apoio inabalável” da França ao Presidente Lula. “A vontade do povo brasileiro e das instituições democráticas deve ser respeitada! O Presidente Lula pode contar com o apoio inabalável da França”, escreveu Emmanuel Macron no twiter, em francês e em inglês.

Aliás, este domingo à noite começaram a chover reações de vários quadrantes da política francesa, condenando “nos termos mais fortes” a violência no Brasil contra as três instituições da democracia brasileira. O Ministério francês dos Negócios Estrangeiros divulgou um comunicado onde diz que os ataques “constituem um questionamento inaceitável ao resultado de uma eleição democrática, vencida sem ambiguidades em 30 de outubro passado pelo senhor Luiz Inácio Lula da Silva”.

 

O que se passou em Brasília

Os manifestantes apoiantes de Jair Bolsonaro invadiram ontem o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), sede do legislativo, executivo e do judiciário, num protesto violento na capital do Brasil.

A invasão começou depois de apoiantes radicais da extrema-direita brasileira apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas eleições em outubro passado, terem convocado um protesto para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Apesar de a polícia militar de Brasília ter colocado barreiras de proteção, os “bolsonaristas” avançaram e furaram o cerco policial. Há imagens dos invasores dentro do salão verde do Congresso, e dentro e fora no Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Há imagens da barreira dos polícias na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a ser “furada” pelos manifestantes vestidos de verde e amarelo. Os “bolsonaristas” arrancaram grades para entrar na Praça dos Três Poderes enquanto os agentes tentavam contê-los com ‘spray’ de gás pimenta.

A invasão no Congresso brasileiro lembra um ato semelhante ocorrido nos Estados Unidos da América por extremistas que apoiavam então o ex-Presidente Donald Trump, derrotado nas urnas, antes da posse do atual Chefe de Estado norte-americano, Joe Biden, em 06 de janeiro de 2021.

Em vídeos que circulam nas redes sociais é possível ver os “bolsonaristas” pedindo intervenção federal dentro do Congresso. Muitos dos manifestantes que agem com violência estavam acampados na frente do quartel-geral do Exército, na capital do país.

 

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