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A Igreja de Nossa Senhora da Compaixão de Châlette-sur-Loing (45) estava repleta este sábado, no momento das exéquias de Luís Bico, nascido em França, abatido pela polícia há uma semana, no dia 19 de agosto, cuja homilia foi praticada pelo padre Xavier Guermonprez.

O Governo português pediu esclarecimentos sobre a morte deste cidadão francês de origem portuguesa, morto pela polícia em França, naquilo que, segundo a própria imprensa francesa, foi uma operação falhada ao terem atirado uma quinzena de balas em direção do carro da vítima que sofria de problemas de ordem psicológica e que teria ameaçado com uma faca um homem que se queixava por ele ter o som do rádio do carro muito forte.

A polícia local excluiu desde logo a hipótese de atentado terrorista, por conhecer o homem e saber que este tomava medicação para problemas psiquiátricos, vivia com a mãe e não tinha antecedentes criminais, de acordo com o Ministério Público de Montargis.

A cerimónia fúnebre desenrolou-se num contexto de grande tristeza, uma cerimónia religiosa densa e intensa que juntou muitas pessoas.

A família fez tudo para que este momento fosse um tempo de oração e recolhimento, de respeito pela memória de Luís Manuel, como era conhecido e como foi lembrado pelas sobrinhas na homenagem que lhe renderam no ato solene.

O Maire de Chalette, Franck Demaumont, esteve presente com alguns membros do Conselho municipal e manifestou, na sua intervenção no púlpito, um elevado suporte moral à família e uma forte homenagem à Comunidade portuguesa.

«Um acontecimento abominável, Chalette perdeu um dos seus filhos. Para além de toda a Comunidade portuguesa que está naturalmente chocada e confundida, todo o meu respeito vai para estes extraordinários trabalhadores cujo papel é tão importante também num ponto de vista económico e social. Foi por este motivo que desejei a criação de uma célula de assistência psicológica aberta a todos, independentemente das origens, profissões ou situações. Virá depois a hora das análises para restabelecer a verdade» disse o Maire em referência à investigação atualmente em curso que deverá determinar se os polícias agiram em posição de legítima defesa ou não. «Queridos amigos, sejamos unidos. Saibamos ‘viver juntos’, para todo o sempre”, disse o Maire.

O Cônsul Honorário de Portugal em Orléans, José de Paiva, esteve igualmente presente na cerimónia religiosa.

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