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“A Canção do Jardineiro Louco”, um dos poemas do absurdo que Lewis Carroll incluiu no livro “Sylvie e Bruno”, empresta o nome a uma nova antologia de poesia, ilustrada, que a Bruaá edita este mês em Portugal. O escritor francês Jules Renard também integra esta antologia.

Com ilustrações da autora italiana Andrea Antinori, “A Canção do Jardineiro Louco e Outros Poemas” reúne poemas escolhidos por Miguel Gouveia, editor da Bruaá, que abrangem várias correntes literárias e atravessam mais de um século, entre autores portugueses e estrangeiros.

Grande parte dos textos e poemas visuais ganha, agora, uma primeira edição e tradução portuguesas e são recomendados para todas as idades.

São “poemas que expandem o nosso horizonte criativo, que nos encorajam a experimentar e a quebrar preconceitos e formas tradicionais”, escreve a editora.

A abrir está “Poemas”, da escritora sueca Sid Widerberg e que dá o mote, em tom irónico, à coletânea: “Os poemas podem ser/sobre qualquer coisa,/mas os poemas para crianças/devem ser/bonitinhos e ternos/e todos sobre ratinhos fofinhos,/lindas florezinhas/e o menino Jesus”.

A escolha de Miguel Gouveia recaiu ainda em autores como o artista alemão Kurt Schwitters, pioneiro da poesia sonora e ligado ao dadaísmo, o escritor francês Jules Renard, o norte-americano Gelett Burgess e o espanhol Federico García Lorca, representado com o poema “Pirueta”: “Se morresse o alfabeto,/morriam todas as coisas./As palavras/são asas./A vida inteira/depende/de quatro letras”.

Há vários autores portugueses nesta antologia, como Florbela Espanca, Antero de Quental, Fernando Pessoa e Tossán.

“A canção do jardineiro louco e outros poemas” junta-se a uma outra antologia que a Bruaá lançou em 2012, intitulada “O Tigre na rua e outros poemas”, com ilustrações de Serge Bloch.

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