Um coletivo de estudantes da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, anunciou uma concentração pacífica para sexta-feira, 16 de outubro, às 11h30, nas instalações da instituição, junto à zona da direção. Os alunos pretendem obter esclarecimentos sobre o futuro dos seus percursos académicos e encontrar soluções para as dificuldades que denunciam no acesso e na continuidade dos estudos, nomeadamente em Medicina Dentária.
Segundo o comunicado enviado ao LusoJornal, entre os estudantes afetados encontram-se cidadãos franceses e alunos de outras nacionalidades que escolheram Portugal para prosseguir os estudos superiores. A iniciativa é apresentada pelos representantes de um coletivo de 30 estudantes, que apelam à presença dos órgãos de comunicação social para ouvir os seus testemunhos e acompanhar a mobilização.

Os organizadores afirmam que cerca de 50 estudantes estão sem poder frequentar aulas, sem uma solução académica concreta e sem saber quando poderão retomar os estudos. Paralelamente, referem outro grupo de aproximadamente 50 alunos que receia perder a possibilidade de continuar na instituição, perante uma eventual reapreciação dos processos de admissão.
De acordo com o coletivo, alguns destes estudantes frequentam a Universidade há dois ou três anos, tendo já assistido a aulas, realizado exames e obtido aprovações. Os representantes sublinham o investimento pessoal e financeiro feito pelos alunos e pelas famílias, incluindo despesas com propinas, alojamento e deslocações internacionais. Acrescentam que algumas famílias recorreram a empréstimos para financiar esses percursos.
A contestação incide também sobre alterações que os estudantes dizem ter sido introduzidas nos critérios de acesso à Medicina Dentária. Entre as questões levantadas estão as classificações, o cálculo dos créditos ECTS e as condições de elegibilidade. Os alunos pedem transparência sobre as regras aplicadas e esclarecimentos quanto à igualdade de tratamento entre candidatos.
No comunicado, os representantes afirmam ter procurado contactar a direção ao longo das últimas semanas e meses, através de mensagens e pedidos de reunião, sem obterem respostas que considerem satisfatórias ou soluções concretas. É neste contexto que anunciam a concentração, com o objetivo de tornar públicas as suas preocupações e solicitar um diálogo com os responsáveis da instituição.
Os promotores insistem no caráter pacífico da iniciativa. Com a mobilização de 16 de outubro, os estudantes procuram sobretudo respostas que lhes permitam saber em que condições poderão dar continuidade à sua formação.






