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Está atualmente em curso um estudo sobre o regresso a Portugal de Portugueses residentes no estrangeiro. O estudo chama-se “Experiências e expectativas de regresso dos novos emigrantes portugueses: reintegração e mobilidades” e tem coordenação de José Carlos Laranjo Marques (CICS.Nova.IPLeiria e de Pedro Góis (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

“O estudo das migrações de regresso a Portugal não tem sido sistemático nos trabalhos sobre a emigração portuguesa. E, no entanto, mesmo após uma corrente mais significativa de regressos de Portugueses de França e da Alemanha, em resultado das crises provocadas pelos choques petrolíferos, nos anos 1970, foi sempre havendo movimentos de contracorrente da emigração. Ou seja, os regressos, tal como a emigração, nunca terminaram” diz a nota de apresentação do estudo. “Após a intensificação da emigração associada à subida do desemprego, particularmente entre os jovens, e à austeridade dos anos da Troika, a temática dos regressos reentrou na agenda científica, política – nomeadamente com o Programa Regressar – e mediática. O interesse da investigação deriva da combinação da ideia de que os regressos são expectáveis, devido à retoma económica portuguesa que se verificava antes da pandemia, com evidências científicas de que existe uma tendência para uma parte importante dos imigrantes deixarem, cinco anos após a chegada, o país onde foram residir, seja para regressar ao país de origem, seja para reemigrar”.

Com uma duração prevista de 36 meses, o estudo iniciou no princípio de 2019 e identificou dois objetivos principais: por um lado, “conhecer as expectativas ou intenções de regresso (ou de não regresso) entre Portugueses ainda emigrados e analisar os fatores que influenciam essas mesmas intenções, que remetem para os contextos de relação com o país de residência ou acolhimento, mas também com as formas de relacionamento com Portugal”. Por outro lado, “importa estudar regressos já concretizados, e compreender como o que esteve na origem da decisão de regresso, mas especialmente como se está a processar ou processou a reintegração em Portugal”.

José Carlos Laranjo Marques disse ao LusoJornal que o estudo previa a realização de inquéritos presenciais no Luxemburgo, França e Reino Unido. “Dados os constrangimentos que a Covid-19 veio trazer à concretização desta componente do trabalho, decidimos intensificar a divulgação do nosso inquérito online nos três países referidos”. Mas acrescenta que “as respostas que temos recebido da França têm sido bastante diminutas e não correspondem à importância da população portuguesa nesse país”.

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