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O Strasbourg do lusodescendente Anthony Gonçalves venceu a Taça da Liga francesa de futebol por 4-1 na marcação das grandes penalidades frente ao Guingamp após o empate sem golos no fim do tempo regulamentar e do prolongamento, no Estádio Pierre Mauroy em Lille.

O jogo opunha o Strasbourg, do avançado luso-caboverdiano Nuno da Costa e do médio franco-português Anthony Gonçalves (na foto), ao Guingamp do defesa português Pedro Rebocho. O clube da Alsace eliminou entre outros clubes o Lille, o Marseille e o Lyon para chegar à final, enquanto a equipa da Bretagne conseguiu a proeza de eliminar o PSG, no Parc des Princes.

Uma final equilibrada durante os 120 minutos e que terminou com um empate sem golos. Na marcação das grandes penalidades, o Strasbourg conseguiu levar a melhor vencendo por 4-1.

O Strasbourg venceu pela terceira vez a Taça da Liga francesa, em três disputadas, após aquelas conquistadas em 1997 e em 2005. O clube da Alsace apura-se assim para a Liga Europa da próxima temporada, 2019/2020.

O LusoJornal falou com o médio lusodescendente Anthony Gonçalves.

Anthony Gonçalves, o guerreiro de Strasbourg

O que podemos dizer deste triunfo?

É uma prenda incrível para toda a equipa. Somos uma equipa unida. Foi um jogo difícil, mas levamos a Taça para Strasbourg, e isso é fantástico.

O que sente o Anthony neste momento?

Estou feliz, estou contente, é uma felicidade pessoal, mas também coletiva e familial. Sabemos que, com este troféu, vamos dar alegria a muitas pessoas e ao nosso ‘povo’ azul e branco. Temos um emprego que permite trazer algo às pessoas, fazer com que as pessoas mudem de ideias, pensem noutras coisas. Muitas pessoas, no cotidiano, têm dificuldades, mas durante um jogo de futebol, e mais particularmente graças a este triunfo, esquecem, pensam noutras coisas, ficam felizes com o triunfo da equipa deles. Os nosso adeptos, as nossas famílias, os habitantes da nossa cidade, todos vão estar com um sorriso no rosto, é incrível.

Os adeptos estiveram presentes apesar do jogo ser em Lille…

Tivemos um grande apoio do nosso público, apesar de não jogarmos em casa. Estiveram presentes e foi excepcional. Fez a diferença sobretudo na marcação das grandes penalidades. Agradeço o apoio dos nossos adeptos.

O clube venceu a Taça da Liga após alguns anos em que esteve em divisões inferiores e teve de lutar para regressar à primeira divisão…

É uma bonita prenda para todos aqueles que ajudaram o clube a levantar-se, quer seja o Presidente, quer sejam os jogadores que estiveram presentes nesses momentos difíceis. Estiveram presentes quando o clube estava mal e agora é um momento único, ver que alguns anos depois o clube consegue vencer um título e voltar às competições europeias. O Racing é como um fénix, renasce das cinzas e nunca morre!

Como tem sido a época do Anthony?

A minha temporada tem sido complicada porque tenho tido problemas físicos, mas vou sempre lutar para ajudar a equipa. Quando se tem uma certa idade também se tem de mostrar o exemplo, mostrar os teus valores, transmiti-los, e é o que tento fazer.

Os adeptos aliás dizem que é o ‘Guerreiro’ da equipa, aquele que nunca desiste…

Acho que sou verdadeiro em tudo aquilo que faço, e isso vem da minha educação. Não tive nada facilmente e conseguimos alcançar algo que é fruto do meu, do nosso, trabalho! Foi difícil para todos, e temos todos um percurso algo especial sobretudo no que diz respeito aos jogadores do Strasbourg.

E é o Anthony que leva a Taça para Strasbourg?

Disseram-me para levá-la, eu aceitei, mas é pesada, acho que me escolheram porque tenho braços fortes para poder levantá-la (risos).

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